Flap! Flap! Flap! Flap! Flap! Flap! Flap! Flap! Flap! Flap!
No meio da noite, por volta de cinquenta morcegos podiam ser vistos se movendo pela selva. Estes morcegos pareciam fracos, mas eram rápidos e um humano normal nem conseguiria reagir à velocidade. Os morcegos continuaram voando numa certa direção e, de repente, na planície sem muitas bestas por perto, desceram e viraram cinquenta e um seres humanoides.
Todos os cinquenta e um seres se entreolharam. Em seguida, um deles, Cassius, avançou.
— Você-
— Bem na hora, assim como esperava dos vampiros enviados pela Casa Ducal.
Antes que Cassius pudesse completar suas palavras, ele foi interrompido por uma voz familiar.
Ele se virou na direção da voz e notou Nux sentado numa árvore com uma expressão tranquila.
Cassius, todavia, não conseguia acreditar.
Não senti ele.
A direção em que Nux estava sentado era a que ele e seus subordinados vieram…
Como eles não o sentiram?
Eles eram os batedores enviados pela Casa Ducal! Como falharam em notar um mero cultivador do Estágio Imperador?
— Então? O que vai ser? Você trouxe o que pedi?
Enquanto Cassius pensava nisso tudo, Nux perguntou com um sorrisinho. Cassius saiu do devaneio e, sem nenhum joguinho, jogou um pergaminho.
Nux pegou e o abriu.
Seus olhos primeiro avistaram o emblema.
Era o mesmo emblema que estava nas roupas de Cassius.
Um trono com asas de morcego. Igual ao que Allura disse.
Nux pensou internamente e sorriu.
Uma coisa era certa: Cassius não estava brincando. Nenhum vampiro ousaria usar o nome de um Duque para enganar as pessoas. Estas pessoas pertenciam à Casa Ducal Bloodheart, uma casa conhecida por sua justiça, e com esta carta, a segurança de Nux e suas esposas estava praticamente garantida.
Seu olhar então parou na assinatura sob o emblema e um sorriso apareceu em seu rosto.
— Melia Bloodheart.
— Você conseguiu o que queria, agora venha comigo.
Cassius falou.
— Mhm, é claro. Não se preocupe, já chamei minhas esposas, elas devem chegar aqui a qualquer… Ah, elas chegaram.
Nux falou enquanto olhava numa certa direção.
Amaya e as outras se aproximaram.
Cassius assentiu para elas.
— Estamos prontos para partir?
Ele perguntou.
— É claro.
Nux assentiu com um sorriso.
— Então, siga-me.
Cassius expressou e começou a caminhar.
Nux e suas esposas seguiram logo atrás de Cassius.
O grupo caminhou por quatro dias. Nem Nux e suas esposas, ou Cassius e seu grupo, pareciam estar com pressa.
De dia, os vampiros viravam morcegos e achavam um local para se esconder, enquanto à noite, o grupo continuava a viagem.
Isto teria sido intrigante, mas Nux e suas esposas já estavam cientes desta dinâmica.
Estes vampiros estavam de olho neles por três meses e Nux os sentiu no primeiro dia que apareceram.
Portanto, Nux e suas esposas sabiam como estes Vampiros operavam. Além disso, os vampiros odiarem o sol não era um segredo.
De qualquer forma, na quinta noite, Cassius parou de repente.
Nux franziu a testa em confusão e olhou em volta.
Era apenas um terreno plano no meio da selva; Nux falhou em entender por que pararam ali.
Vendo sua confusão, Cassius apenas sorriu.
— Humano.
Ele chamou.
— Deixe-me mostrar por que nós, vampiros, somos conhecidos como uma das raças mais fortes no mundo.
Após dizer aquilo, uma garrafa cheia de um líquido vermelho denso apareceu nas mãos de Cassius.
Nux e suas esposas não tiveram que pensar no que era, pois era nitidamente sangue.
Cassius largou o sangue no chão e um círculo mágico gigante se espalhou pelo local.
Nux e suas esposas olharam para o chão com surpresa.
Normalmente, só de ver um círculo mágico, as pessoas poderiam dizer qual elemento era o feitiço. Vermelho para fogo, marrom para terra, azul para água e branco-prateado para vento. Mas este círculo mágico era branco, só que Nux soube instantaneamente que não era um feitiço de vento.
Havia algo de diferente sobre este círculo mágico além do fato de ter um raio de cem metros.
Diferente dos círculos mágicos normais que eram controlados pelo conjurador, este círculo mágico estava sugando a mana do mundo. Era tão incomum e a velocidade era tamanha que Nux e todos os presentes conseguiam sentir a mana se movendo como se fosse o vento.
Era como se uma grande catástrofe estivesse prestes a acontecer.
Os vampiros, entretanto, pareciam calmos.
O círculo mágico brilhou de repente.
— Aconselho fecharem os olhos.
Cassius expressou com um sorrisinho brincalhão.
Nux e suas esposas franziram a testa.
No entanto, os olhos de Nux se arregalaram de repente de surpresa.
— Façam o que ele diz. Fechem os olhos!
Nux e suas esposas fecharam os olhos quando o círculo mágico ficou mais brilhante que nunca. Era tão brilhante que de longe alguém pensaria ser algum tipo de explosão.
A luz permaneceu por cinco segundos e, quando tudo apagou, Nux, suas esposas, os vampiros e o círculo mágico haviam sumido.
Era como se tudo que aconteceu fosse apenas uma ilusão.
— Vocês podem abrir os olhos agora.
Cassius falou.
Nux e suas esposas fizeram o que ele disse e quando abriram os olhos, suas expressões mudaram.
— Lindo…
Evane murmurou com um olhar atordoado.
— Que lugar é este… — Skyla também murmurou.
— É-É o paraíso? — Edda perguntou.
Os outros não falaram nada, mas suas expressões eram nítidas.
Todos ficaram surpresos pelo surgimento repentino de um local completamente diferente, só que mais que isso, elas ficaram surpresas por quão único e lindo era este lugar.
— Onde estamos?
Nux indagou, seu rosto também parecendo hipnotizado.
Vendo suas expressões, Cassius assentiu com satisfação.
— Meus amigos humanos, bem-vindos ao Reino de Sangue.