Na grandiosa câmara municipal da Cidade do Gato Feline, uma reunião estava sendo realizada. A cidade era uma maravilha real de arquitetura e design, refletindo a grandeza e elegância dignas de uma reunião de tal importância. O motivo desta reunião foi uma chamada do filho de Oberon, Felix Feline, que convocou todos os líderes influentes para discutir um assunto importante.
As paredes da câmara foram adornadas com tapeçarias complexas, descrevendo cenas da rica história da cidade. Bandeiras coloridas, representando cada clã, estavam penduradas em vigas, adicionando um toque vibrante para a configuração majestosa. A câmara era banhada num brilho dourado e caloroso, cortesia dos candelabros meticulosamente fabricados pendurados no teto.
No centro do salão estava uma plataforma e nela estava um trono magnífico. O trono, símbolo de autoridade, era uma obra de arte. Esculpida da melhor madeira e embelezada com gemas preciosas, exalava uma aura de poder e realeza. Adornado com almofadas de veludo macias, fornecia um assento confortável para o ser mais forte da Cidade do Gato Feline, o estimado Lorde da Cidade, Oberon Feline.
O trono de Oberon foi posicionado estrategicamente, permitindo-o comandar uma vista clara de todo o salão. O alto encosto do trono foi esculpido primorosamente com temas inspirados pela herança cultural da Cidade do Gato Feline. Um brasão dourado, representando a linhagem Feline, era exibido primorosamente no topo, enfatizando a linhagem e autoridade do Lorde da Cidade.
Quando Oberon sentou-se em seu trono, emanou um ar de autoridade e graça.
Então, olhou para seu filho com dignidade.
— Todos nos reunimos aqui em resposta ao seu pedido urgente. Qual é o assunto urgente que o levou a convocar esta reunião?
Oberon perguntou.
Felix, que estava sentado na cadeira, se levantou. Em seguida, com uma aparência urgente, começou.
— Por mais que queira agradecer a todos aqui, apesar de ser uma reunião não programada, por favor, permitam-me pular as formalidades por causa da urgência do assunto.
Após uma leve reverência para todos os representantes, Felix olhou para seu pai.
— Minha irmã, Rune Feline, está morta.
Ele relatou.
Oberon estreitou os olhos, exigindo mais explicação.
— E eu que a matei.
Felix falou e todos os representantes presentes arregalaram os olhos e ofegaram em choque.
— …
Oberon não disse nada, mas da forma que estava olhando para Felix, este sabia que, se não se explicasse rápido, morreria.
— Rune estava colaborando com a Cidade do Falcão Skythorn.
Felix relatou.
Outra onda de ofegos seguiu.
— Que besteira!
Um homem-gato falou.
Ele era Merlin Finclaw, um cultivador do Estágio Santo e líder do Clã Beladona, um clã que apoiava Rune.
— Você matou sua própria irmã e ousou cuspir esta besteira para se acobertar?! Que coragem! — gritou Merlin.
Ele conhecia bem Rune, não havia como se envolver com a Cidade do Falcão Skythorn.
— Isso é verdade. Não existem motivos para a Lady Rune fazer algo tão idiota! Pare de falar mentiras e assuma a responsabilidade por seus crimes!
Jasper Saga, outro cultivador do Estágio Santo e líder do Clã Garra da Lua, também expressou.
Havia nove líderes que compareceram à reunião e cinco dos nove apoiavam Rune. Não havia como eles acreditarem em algo assim!
Porra, sem falar nos líderes que apoiavam Rune, até os líderes do lado de Felix estavam tendo dificuldades de acreditar nisto. Todos ficaram anormalmente quietos porque Felix nunca falou isso com eles.
Os líderes que apoiavam Rune continuavam a acusar Felix e a situação ficou tão ruim que Oberon teve que se intrometer.
— Silêncio.
Ele ordenou.
Num instante, o salão inteiro, que estava em caos, ficou quieto. Os líderes que apoiavam Rune tinham várias coisas a dizer, mas diante de Oberon, não havia nada que pudessem fazer.
É claro, isto não significava que estavam planejando deixar de lado.
E Oberon, que sabia disto, olhou para Felix.
— Tenho certeza de que não é tolo o bastante para dizer isto sem provas, certo?
Embora eu tom parecesse calmo, todos na sala conseguiam sentir a ameaça inegável em suas palavras.
Felix também conseguia sentir, mas não recuou.
— É claro que não.
Ele respondeu.
— Você pode sair agora.
Felix falou quando olhou para a entrada do salão. Todos se viraram e seus olhos arregalaram de surpresa quando viram um homem familiar.
Os cinco líderes que apoiavam Rune ficaram chocados ao ver o homem. Eles tinham incontáveis palpites em mente sobre quem foi a “ajuda” que Felix chamaria, só que não esperavam ser este homem.
O marido de Rune, Aragorn Feline.
— Por que ele está aqui…?
Merlin murmurou chocado. Os outros líderes tinham expressões similares.
— Tenho certeza de que não preciso introduzir este homem.
— Tudo aconteceu doze dias atrás. Por coincidência, vi Rune falando com uma figura encapuzada. Quando os dois se separaram, decidi seguir a figura e logo percebi que era uma pessoa falcão.
— Fiquei surpreso. Mesmo que eu e minha irmã estivéssemos lutando pela posição de sucessor, no melhor de tudo, éramos rivais, não inimigos. Pelo menos, foi o que pensei.
— A Irmã Rune, entretanto, parecia ter planos totalmente diferentes. Eu queria saber o motivo dela estar se reunindo com uma pessoa falcão por saber do nosso relacionamento com eles.
— No final, decidi contatar secretamente a pessoa mais próxima da Irmã Rune, seu marido, Lorde Aragorn.
— No começo, o Lorde Aragorn não acreditou no que falei. Até eu não conseguia acreditar quando vi aquilo e queria desesperadamente acreditar que era um mal-entendido. Esse também foi uma parte do motivo de tê-lo contatado.
— Para convencê-lo, até assinei um contrato.