Supreme Magus – Capítulo 1171

Novos Horizontes (1)

Conhecer Thrud foi uma bênção disfarçada. Deu a Vastor a oportunidade de estudar uma versão moderna da Loucura de Arthan, enquanto os estudos de Manohar em seus bonecos de carne forneceram a ele os meios para aperfeiçoar seu procedimento de mistura de diferentes forças vitais.

O Mestre nunca teve a intenção de usar a Loucura em si mesmo. Ele planejava deixá-la como um presente para as gerações futuras, como Lith que ele havia alertado sobre os horrores da guerra ou Quylla, a quem ele havia mostrado os limites da magia falsa.

Vastor esperava que pelo menos um deles seguisse seus passos e completasse seu trabalho. No entanto, depois de ver o que Lith conseguiu alcançar como um híbrido e depois de falhar em proteger Zinya, o Mestre mudou de ideia.

‘Ao contrário de mim, Lith sempre teve convicção. Ele deve ter virado um híbrido fazendo experimentos em si mesmo para consertar as rachaduras em sua força vital. Eu o tratei como um estudante e tenho certeza de que ele era só um humano naquela época.’

‘Se eu quiser ser lembrado como mais do que apenas um assassino em massa, devo mostrar a mesma determinação!’ Ele pensou.

O fluxo de consciência e a série de derrotas que ele carregava causavam ao Clone Abominação um ataque de Loucura de Sangue após o outro. Sua mente jovem era incapaz de suportar tantos horrores e tanta dor ao mesmo tempo.

Vastor continuou derramando sua essência vital e memórias na criatura até que seu corpo externo se transformou em uma bela sombra com apenas uma mancha rosa em seu abdômen. Então, a escuridão começou a rachar, formando um vórtice que se fundiu com a carne de Vastor, deixando-a num tom cinza pálido.

O tanque de genes emitiu um zumbido rápido no momento em que o híbrido humano-Abominação nasceu. Ele expeliu o líquido nutriente antes de abrir a tampa feita de cristais mágicos para deixar a criatura sair.

Xenagrosh observou os movimentos do híbrido recém-nascido com o coração cheio de medo. O bambear dos joelhos de Vastor poderia ser devido ao choque da fusão, mas também devido à Abominação conhecer o conceito de andar, mas não ter ideia de como.

Sua aparência bem alimentada era a do Professor que ela conhecia e amava, mas havia um brilho em seus olhos que não parecia certo.

“Mestre, é você?” Ela perguntou.

“Até aqui, sem falhas.” Vastor disse enquanto apertava e abria a mão várias vezes para se acostumar com seu novo corpo.

“Agora venha comigo para meus aposentos. Antes que eu volte para o Grifo Branco, preciso que você me ensine o básico da verdadeira magia. Temos muito o que fazer e pouco tempo para fazê-lo.”

Margem dos Rezar no Deserto de Sangue.

Nalrond acordou, encontrando-se coberto de suor.

A princípio, enquanto olhava para o ambiente familiar dos prédios de pedra e cheirava os aromas familiares de sua aldeia, ele pensou que tudo o que havia acontecido durante o ano passado tinha sido um pesadelo.

O pesadelo mais longo e aterrorizante de toda a sua vida.

‘A vila está segura e eu também. Alvorada…’ Esse nome esmagou suas esperanças, trazendo-o de volta à realidade.

Nenhum dos sentidos aprimorados de sua forma de besta conseguia sentir as matrizes que deveriam conter a Cavaleira ou a aura magnífica dela. Em vez disso, Nalrond podia sentir a presença de várias formações mágicas desconhecidas e não conseguiu reconhecer nem mesmo uma das vozes que ouviu.

‘Alvorada matou todos eles.’ Lágrimas quentes escorriam por seus olhos enquanto ele lamentava sua aldeia novamente. ‘Eu deveria saber. Mesmo que alguns Rezars tenham sobrevivido ao ataque, não há como eles reconstruírem a vila inteira.’

‘Além disso, a única explicação possível para a presença da mata e de tanta gente é que duas Margens devem ter se fundido. Um punhado de sobreviventes não pode ter filhos tão rápido, a menos que sejam monstros.’

Depois de verificar se ele não tinha nenhum membro perdido e se seus anfitriões não o haviam restringido, Nalrond teve certeza de que não haviam monstros envolvidos. Ele se transformou de volta em sua forma humana e olhou ao redor de seu quarto.

Era parte de uma casa aconchegante feita de pedras quadradas, com cerca de 5 metros de comprimento, 4 metros de largura e mais de 3 metros de altura. A mobília do quarto consistia em uma cama, um armário e um pequeno baú para pertences pessoais.

Um grande tapete de pele ocupava o centro da sala e mantinha seus pés aquecidos enquanto ele caminhava até as janelas para olhar a aldeia.

‘A julgar pelo tamanho da cama e do quarto, este lugar foi construído para alguém maior que um Rezar, mas me lembro de ter visto apenas humanos durante meu voo de reconhecimento. Ou esta aldeia é habitada por Bestas Imperadoras ou são outra tribo de Teriantropos.’ Ele pensou.

Nalrond fechou os olhos por um segundo, rezando silenciosamente a todos os deuses cujos nomes ele conseguia lembrar para que pelo menos parte dos aldeões fossem membros de sua tribo. No entanto, todas as crianças que ele viu brincando nos campos tinham a forma de um Dewan e nenhuma das roupas penduradas nos varais tinha uma aparência familiar.

Dewans eram Bestas Imperadoras humanóides que pareciam rinocerontes. Eles eram mais altos e mais pesados ​​que Rezars, mas incrivelmente ágeis graças à sua afinidade com a magia do ar e da água.

Sua pele grossa e músculos poderosos os tornavam semelhantes a unidades de infantaria pesada que se moviam tão rápido quanto a cavalaria. Enquanto os híbridos Rezars foram desenvolvidos para operações de mineração, os Dewans eram armas vivas.

Algumas das pessoas notaram Nalrond e retornaram seu olhar enquanto apontavam para sua janela. Logo ele ouviu batidas em sua porta.

“Entre.” Ele disse com um suspiro enquanto suas esperanças se despedaçavam uma após a outra.

Tudo, desde os móveis até o sotaque de seus convidados, parecia estranho para ele, mas Nalrond não chorou novamente. Ele veio para sua conclusão e finalmente a encontrou. A única coisa que lhe restava fazer antes de procurar o resto de seu grupo era agradecer aos anfitriões.

“Estou feliz em ver que você está se sentindo melhor. Está com fome?” Um homem de sessenta e tantos anos perguntou.

Ele tinha cerca de 1,70 metros de altura, com cabelos grisalhos com mechas pretas e olhos castanhos. Sua pele bronze era principalmente bronzeada e, pelos olhos pequenos,[1] Nalrond podia adivinhar que a tribo desconhecida não era nativa do Deserto de Sangue.

Ele vestia uma camisa branca de linho simples e calça marrom sobre sapatos de couro malfeitos. Nalrond entendeu tanto pelo traje quanto pelo cheiro de seu convidado que o homem era um híbrido.

As Bestas Imperadoras fabricavam para si roupas que mudavam de forma, enquanto os híbridos geralmente não possuíam os ingredientes necessários para praticar Forja. Apesar do fato de que as Margens eram ricas em energia mundial, elas não necessariamente tinham minas de cristal.

Muito pelo contrário, elas geralmente careciam de qualquer tipo de veios de metal devido à sua natureza artificial. Tanto as pedras preciosas quanto os minerais exigiam séculos, senão milênios, para se formar, enquanto uma Margem seria criada apenas em circunstâncias específicas.

Além disso, duraria apenas o tempo que Mogar achasse adequado, tornando inútil para o planeta adicionar mais do que o estritamente necessário.

O design simples das roupas permitia que os Teriantropos mudassem de forma à vontade sem se preocupar com as consequências. Os pontos estavam soltos de propósito para que rasgassem facilmente sem danificar o tecido, facilitando o conserto.


Nota:

[1] Aqui ele fala “cut eye” que eu não faço idéia do que possa ser. Só se olho cortado for realmente um tipo de olho.

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