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The Author’s POV – Capítulo 26

Dungeon [2]

“Huff… Huff.. Huff..”

Ao me ajoelhar com uma perna, enquanto me suportava com a espada, que estava perfurada no chão, ofeguei pesadamente.

-Click!

-Kueeeekk!

Antes que tivesse tempo para recuperar o folego, um goblin tentou me atacar por trás, mas, felizmente, eu ainda estava em alerta e acabei com ele apenas em um movimento.

‘Logo eu, que estava me lembrando de manter a arrogância sob controle…’

Ao segurar o lado esquerdo do meu estomago, senti meu corpo inteiro a ficar tonto. Eu me extrapolei.

Olhando ao meu arredor, a área estava inundada de corpos.

Minhas roupas antes limpas agora estavam sujas de sangue verde.

Pelas últimas horas, eu estive lutando contra mais de 20 goblins.

De primeira, pensei que lidar com 20 goblins com minhas habilidades atuais não seria um problema, mas eu superestimei fortemente minha capacidade e subestimei as habilidades dos goblins.

Só porque goblins eram fracos, não significa que eram realmente fracos.

Sim, com certeza, talvez em 1vs1 seria fácil, mas quando é 20 deles avançando ao mesmo tempo, o bagulho é outra história.

E, também, devo relembrar que minha classe ainda era G+.

Eu estava dentro de uma dungeon Classe F, ou seja, todos os monstros com quem estava lutando tinham os status mais altos que o meu.

Se não fosse pelo fato de eu praticar o [Estilo Keiki], com certeza não teria sobrevivido até agora.

Por mais que status fossem importantes, não eram tudo.

É preciso dizer: os status eram apenas uma representação modesta das habilidades de alguém.

Se alguém, com status maiores, lutasse contra um guerreiro altamente habilidoso com status menores, porém com uma noção de combate muito superior, então o guerreiro com altamente habilidoso que ganharia.

É como lutar contra os chefões nos jogos.

O chefão sempre tem status melhores que o protagonista, mas ele/ela sempre consegue derrota-lo.

Contando que use a estratégia certa, você consegue ganhar independentemente do seus status. Bom… considerando que a diferença nos status não fosse tão grande assim. Se os status do chefão forem mais alto que o do personagem do jogo, então é mais fácil dizer adeus a seu jogo.

Se na pequena chance o chefão for mais forte, mas a diferença de status não fosse tão grande assim, então existe várias maneiras de você derrota-lo.

Por exemplo, acertando um monstro em seu ponto fraco.

Ao acertar seu ponto fraco, o monstro levaria mais dano comparado a um ataque normal.

No caso dos goblins, o ponto fraco deles era na testa, bem no meio das sobrancelhas.

Parece ser fácil, mas não é.

Eu tive que concentrar muito em cada golpe ou se não perderia meu ritmo.

Sem contar que, porque todos estavam atacando ao mesmo tempo, tive que atrai-los por uma hora antes de poder matar todos.

Foi só depois de eu cuidar de todos os goblins, que me senti estúpido por ter ficado repetindo para mim mesmo que eu não devia me tornar arrogante e que precisava me manter humilde diante do perigo.

Se tivesse mais algum goblin, acho que eu teria morrido.

Hmm… talvez não morrido, mas teria pelo menos me ferido severamente.

Bom, se pensarmos pelo lado positivo, faltava pouco para eu chegar na metade da minha meta de reunir 50.000 U.

Como o [Estilo Keiki] focava principalmente em executar um único movimento rápido em velocidade inimagináveis, os corpos esparrados pelo chão estavam em perfeitas condições, ou seja, vou poder vende-los por valores mais altos.

Ao tocar na pulseira, peguei um dos goblins e o erguia em cima dela.

-Sham!

Logo depois de colocar o monstro no topo da pulseira, o corpo desapareceu.

“Maravilha.”

E assim, durante os 10 minutos seguindo, fiquei colocando todos os goblins que matei dentro do inventario.

“Phewww, 21 goblins huh.”

Se eu vender por 1.000 U cada, então já consegui acumular um total de 21.000 U.

Bom, isso se não cortarmos a taxa de 11% obrigatória de pagamento, que é por volta de 2.310 U.

Depois de limpar o suor que acumulou em minha testa, toquei duas vezes na pulseira e uma garrafa de água surgiu diante de mim.

“Inventários dimensionais são uma maravilha hehe…”

Apenas clicando uma vez, consigo por o que quiser dentro da pulseira contanto que não passasse do limite do espaço.

E clicando duas vezes, consigo tirar quaisquer coisas que guardei na pulseira, só preciso pensar no que desejo e pronto.

Muito convencional.

Segurei a garrafa e bebi em grandes goles.

Todo esse exercício me fez ficar com sede.

Depois de beber água, tirei uma [Poção de Recuperação de Energia] e a bebi também.

Logo depois de terminar de beber a poção, senti uma onda de energia entrar em meu corpo, fazendo com que minha expressão de fadiga melhorasse.

Eu usei três [Poções de Recuperação de Energia] na minha luta contra os goblins, porém, mesmo assim, fiquei completamente exausto no final da luta.

Ao me levantar, decidi parar de procurar por goblins por um tempo.

Dado que não estava em condições para enfrentar outra horda e caçar um por um é uma perda de tempo, decidi ir procurar logo de uma pelos monstros chefões.

Se goblins e outros monstros de força similares eram considerados oponentes fracos; os chefões, que eram bem mais fortes que monstro comuns nas dungeon, são considerados oponentes formidáveis para aqueles da mesma Classe.

Não só tinham uma saúde melhor, mas cada um deles tinham a força que quase passava para a próxima Classe.

Se você está numa dungeon Classe G, a força do chefão seria por volta da Classe G+ beirando a F-. Os tornando em oponentes difíceis de enfrentar.

…Espera, por que lidar com um chefão que é mais forte que uma horda de goblins?

Simples.

Ao lutar contra uma horda, eu precisaria acertar repetidamente o ponto fraco deles enquanto os atraio, tirando o fato de que estaria sendo atacado por todos os lados, então mal teria tempo para respirar.

Era como fazer cárdio intensivo sem parar por uma hora.

Com os chefões, por mais que sejam mais fortes, eu teria mais tempo para respirar.

Dependendo do monstro que enfrentaria, as chances de a luta contra o chefão ser mais fácil do que lutar contra uma horda de goblins eram enormes.

Cada chefão era único.

Alguns eram lentos, outros extremamente rápidos; alguns eram casca dura de roer, outros eram fortes. Existem vários tipos de chefões e dependendo de qual vou enfrentar, a dificuldade variaria.

Por exemplo, se eu lutar contra um chefão forte com mobilidade limitada, não teria muita dificuldade, porque apenas posso pressioná-lo com a velocidade da minha espada. No entanto, se eu lutar contra um chefão com a velocidade que rivalizaria a minha, aí as coisas ficariam complicadas.

A dificuldade do chefão dependeria se eu conseguiria ou não combater suas fraquezas.

Cada dungeon Classe F tinha por volta de 25 chefões e por mais que eu não soubesse a localização exata de cada um, com o conhecimento por ser o autor da novel, eu consigo mais ou menos ter uma ideia geral de onde estão.

Apesar de cada uma ser diferente, as dungeon seguiam uma certa lista de regras que coloquei.

Porém, observando agora, acho que acabei complicando um pouco…

Dungeons seguem a lei de conservação de energia.

Quando uma é criada, sua capacidade de energia já é decidida. Ou seja, se o balanço dentro da dungeon for aumentada, ela quebraria e se desestabilizaria.

Então, contanto que a capacidade permanecesse estabilizada ou igual a quantidade da energia externa dentro dungeon(monstros + humanos), ela funcionaria sem problema algum.

Contudo, a energia dos monstros sempre é constante, ou seja, a única coisa que causaria uma a quebrar seria se a energia externa aumentasse ao ponto de a quantidade ultrapassar a capacidade.

Para ser mais fácil de entender, imagine um balão cheio até a metade, onde o ar de dentro representa o total de energia dos monstros.

Assim que um humano entra na dungeon, a quantidade de ar dentro do balão aumentaria de acordo com a força da pessoa. Quanto mais forte o humano for, mais a quantidade de ar aumentaria.

Se de repente, muitos humanos entrassem ou muito ar fosse assoprado no balão, então o balão iria explodir e no caso da dungeon, ela quebraria e desconectaria.

Essa é a primeira e a regra mais básica de uma dungeon.

A segunda regra é que, quando um monstro é morto, a dungeon recuperaria a energia “revivendo” outro monstro com a força equivalente.

Como as dungeon eram localizadas no Mundo dos Demônios, os monstros que “renasciam” eram apenas aqueles que foram encontrados perto da região.

“Renascer” era o processo onde o monstro é substituído por um outro.

Dungeon é um tipo de fonte de sustento para os monstros e quando um deles é morto, outro iria ser automaticamente puxado para ocupar o espaço.

No entanto, uma dungeon consegue puxar apenas um monstro que se encaixaria na quantidade de energia perdida.

Se o monstro escolhido for mais forte que o anterior, a dungeon automaticamente rejeitaria sua existência e o impediria de entrar.

Uma dungeon só pode ser considerada concluída quando ela não consegue mais “renascer” os monstros, pois todos perto já morreram.

Sim, tecnicamente você também consegue completar uma apenas ultrapassando a capacidade dela e causando uma desconexão, mas isso seria idiotice de se fazer.

Não só os caçadores dentro da dungeon ficariam presos dentro do Mundo dos Demônios, por causa da desconexão, mas você também perderia uma fonte de dinheiro, já que os monstros dentro dela, podem ser vendidos por valores absurdos devido aos seus corpos resistentes.

Além disso, dungeons só eram perigosas para aqueles que entravam, na maior parte, elas são inofensivas.

Por que alguém iria querer completa-las?

Por ultimo, a terceira regra, o número de chefões presentes dentro de uma dungeon varia de acordo com a Classe.

Onde, quanto mais alto a Classe for, menor será o número de chefões.

Cada chefão dominava uma certa área e eram divididos igualmente.

Isso significa que, tudo que preciso fazer, era achar um chefão e de lá, usando um mapa, seria capaz de encontrar o local exato.

…ou pelo menos ter uma ideia geral de onde.

Seguindo a diante, me deparei com as enormes dunas de areia que se erguiam diante de mim.

‘Acho que deve ter pelo menos um chefão nessa área…’

Encarando as dunas, tinha quase certeza de que um chefão estaria aqui.

O terreno não só era diferente comparado aos outros, mas quando olhei ao redor, consegui ver alguns goblins e outros monstros mantendo-se afastados daqui.

Então, tomei um momento para me preparar antes de seguir rumo àquela região desértica.

Enquanto andava pelas dunas de areia, senti uma onda de calor passar pelo meu rosto, fazendo eu pegar uma toalha para cobrir meu rosto, deixando apenas uma pequena abertura.

Enquanto avançava para frente, senti meus pés aos poucos afundando na areia, tornando-se cada vez mais difícil de andar.

-Kuuuak!

Para piorar, com os monstros que apareciam uma vez ou outra da areia, minha caminhada até o chefe ficou ainda mais difícil.

-Click!

Tirando a espada da bainha rapidamente, em um movimento suave, golpeando o monstro que estava tentando me atacar.

-Clank!

“Huh?”

Surpreendentemente, pela primeira vez, não consegui matar um monstro com um único golpe.

-Screeech!

Soltando um guincho estridente, provavelmente em reação à dor do golpe, o monstro de aparecia semelhante a uma minhoca tentou avançar contra mim.

Curvando o corpo, girei o tronco e acertei uma cotovelada no verme, arremessando-o no ar.

-Shlup!

O monstro mergulhou fundo sob a areia e o silencio voltou a reinar ao me redor.

Olhando para baixo, para meus pés, fechei meus olhos e senti o chão abaixo de mim.

“Huuu…”

Soltando um suspiro longo, concentrei nas vibrações vindo de debaixo.

“Aí está você…”

-Shaa!

Aparecendo atrás das minhas costas, golpeei a espada para trás logo entre minhas axilas.

-Screeeeech!

Ouvindo o grito agudo e sentindo o peso da minha espada aumentar, me virei – e lá estava o verme, preso como u

m espeto na lâmina, atravessado profundamente pela boca.

-Thump!

Ao cortar com a espada para baixo, o verme tombou na areia.

Encarando o corpo da criatura que acabei de matar, pensei.

‘Pelo visto sua fraqueza é na boca…’

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