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The Author’s POV – Capítulo 38

Clube [4]

“Você tem certeza de que está bem?”  

Passando por várias barracas sem nem olharem, Kevin olhou preocupado para Emma, que se manteve calada durante a caminhada. Depois do incidente, uma aura sombria pairava sobre Emma. Como se ela tivesse erguido uma barreira alta para impedir qualquer um de se aproximar.  

“Ei! Ei!”  

De repente, Emma parou de andar e ergueu a mão, limpando algo do canto da boca.  

Olhando para baixo, o uniforme azul celeste dela tinha uma pequena mancha de sangue.  

Percebendo a mancha, Emma rapidamente escondeu a pequena mancha. Mas, apesar de Emma ter tentado ser sutil com seus movimentos, não conseguiu escapar dos olhos de Kevin, que imediatamente se arregalaram. 

“Droga!” 

Pegando na mão dela, Kevin começou a puxa-la para fora da feira. 

Parece que o confronto anterior resultou em Emma sofrer ferimentos internos. O fato de ela recusar a ajoelhar mesmo com aquela pressão toda, mostra o quanto de determinação e força de vontade ela tem. 

A classe de Fabian devia estar por volta de C, o que era dois níveis mais alto que de Emma, que ainda estava na Classe E- quase indo para E. 

Ter sido submetida a tamanha pressão, Emma sem duvida sofreria de ferimentos internos. E se não fosse pelo fato de que Kevin estava na Classe E+ quase indo para D, ele também teria sofrido ferimentos internos graves. 

-Smack! 

“Não me toque.” 

Aumentando a voz, Emma afastou a mão de Kevin com um tapa. Um segundo depois de perceber o que tinha feito, Emma congelou e abaixou a cabeça em vergonha. 

“M-Me desculpa.” 

“Sem problemas.” 

Não levando isso para o coração, Kevin parou e olhou para Emma. 

Sua pele estava consideravelmente mais pálida do que antes e olhando com mais atenção, Kevin conseguia ver que Emma tremendo um pouco. Quase como se ela estivesse sofrendo de uma gripe forte. 

‘Droga, como não percebi isso antes!’  

Xingando-se mentalmente, Kevin pensou por um momento antes de ranger os dentes. 

“Tome.” 

Pegando uma poção verde clara do inventário, Kevin entregou para Emma. Essa poção era uma das recompensas que ganhou depois de ter completado uma missão do sistema. 

Ele estava guardado para quando estivesse muito machucado, mas ao ver a Emma sofrer, Kevin não conseguiu se controlar e decidiu dar a ela… 

Em primeiro lugar, a única razão pela qual era havia se machucado foi por causa dele. Se ele não tivesse pedido para ela o trazer na feira, nada disso teria acontecido. 

“…Aprecio sua preocupação.” 

Ao olhar para a poção que Kevin a tinha dado, Emma sentiu comovida, mas ainda recusou. 

“Eu insisto.” 

Notando a teimosia de Emma, Kevin tentou forçar a poção na mão dela, apenas para ser recusado novamente por ela. 

Ao ver que não poderia fazer nada para ela beber a poção, Kevin desistiu. 

A mão dela, que estava levemente tremendo, foi até o bolso e pegou o celular, digitando um número rapidamente. 

Depois de alguns toques, uma voz gentil e agradável podia ser ouvida do outro lado da ligação. 

— senhorita, o que posso ajuda-la? 

“Preciso que alguém venha me buscar.” 

— Aconteceu algo de errado, senhorita? 

“Tudo está ok… por favor, vem me buscar.” 

— …como deseja, senhorita. Vou imediatamente mandar alguém para busca-la. 

Sentindo algo estava errado, a moça do outro lado da ligação chamou alguém para ir na localização de Emma. 

-Tak! 

Logo depois de desligar, um mordomo caminhou calmamente na direção deles. Ele usava um elegante blazer preto, com uma pequena abertura que mostrava a camisa branca e impecável. Uma gravata borboleta preta envolvia seu pescoço, e seus sapatos bem-lustrados brilhavam sob a luz do campus, reforçando sua elegância. Ele tinha uma cabeleira branca, resultado da idade. 

Nos cantos de seus olhos, que eram pretos como obsidiana, havia rugas que chegavam até o topo das bochechas. Por último, o que mais se sobressaía era o bigode, cuidadosamente aparado, que repousava abaixo do nariz. 

“Senhorita.” 

Saldando elegantemente na frente de Emma, ele a cumprimentou. 

“Ti-o Norman, por favor, me leva para casa.” 

“..Hm?” 

Notando que algo não estava certo, Norman olhou para cima e viu o rosto pálido de Emma. 

“Se-Senhorita!” 

Correndo para ajuda-la, Norman segurou os ombros dela em pânico. 

“Eu estou b-khhh” 

Ao ver o pânico nos olhos de Norman, Emma tentou dizer que estava bem, mas assim que começou a falar, sangue começou a escorrer pelo seu nariz. E no momento seguinte, Emma desmaiou nos braços de Emma. 

“Senhorita!” 

Balançando levemente o corpo de Emma, Norman olhou ao redor em pânico. Pegando o celular, ele rapidamente chamou por reforços. 

Depois de desligar a ligação, ele gentilmente deitou Emma em um banco. Fazendo certeza de que Emma estava bem, a atitude de Norman rapidamente mudou quando olhou friamente para Kevin e perguntou. 

“Me conte o que aconteceu.” 

Sem muita opção, Kevin assentiu e contou tudo que aconteceu. 

Enquanto escutava atentamente a Kevin contando sobre o acontecido com Fabian, a expressão de Norman foi ficando mais sombria a cada palavra. 

“…Os Parkers, ok, ok.” 

Ao levantar-se, uma sede de sangue imensa surgiu no ar, sufocando Kevin. Felizmente, Norman estava controlando sua sede, então ela só podia ser sentida por alguns metros. 

Se algum daqueles alunos fracos fossem expostos repentinamente para essa sede de sangue, eles com certeza sofreriam um trauma mental. 

Logo, dois carros pretos chegaram em frente a Seção B, onde saiu vários indivíduos vestidos de terno preto. Formando uma fila, eles puxaram todos os estudantes que estavam tentando ver o que aconteceu. 

Carregando Emma nos braços, Norman olhou de volta para Kevin e disse. 

“Diga ao supervisor do dormitório que Emma vai estar ausento por alguns dias.” 

Assentindo com a cabeça, Kevin concordou. 

-Clank! 

Ao fechar a porta do carro, todos deram partidas e saíram. 

Observando os carros indo embora, Kevin ficou pensando por um tempo antes de voltar para o dormitório. 

…parece que ele terá que ir visitar a feira uma outra hora. 

…..  

Torre Parker, cidade Ashton  

Atualmente era noite na cidade Ashton, e as luzes vindo dos carros dirigindo nas ruas formavam belas fileiras de amarelo e vermelho que se expandia até o horizonte. 

Em um grande escritório, no último andar de um alto edifício de vidro, a silhueta de um homem que olhava para a agitação das ruas de Ashton podia ser vista. 

“…Isso é tudo.” 

Parado a alguns passos atrás do homem, um mordomo estava ajoelhado no chão enquanto lia o relatório em suas mãos. 

Depois do mordomo ler o relatório, um silencio matador inundou a sala. 

Logo o silencio foi interrompido pela voz fria da silhueta sentada perto da janela. 

“…Prossiga com o plano.” 

“Senhor!” 

Levantando-se abruptamente, o mordomo tentou dizer sua objeção. 

“k-hhkkkk” 

…Mas antes que pudesse fazer, o mordomo se viu de cara no chão, com uma pressão inimaginável pesando sobre ele. Não importava o quanto tentava, ele não conseguia se mover. Isso era extremamente chocando, porque o mordomo por si só era um herói Classe B. 

O fato dele não conseguir se mover mesmo com uma classe alta, mostra o quão poderoso o individuo que estava servindo era. 

“…Faça como foi lhe dito.” 

Sem olhar para trás, a silhueta falou novamente. Dessa vez, o mordomo não ousou dizer nada e apenas assentiu com a cabeça no chão. 

Logo, a pressão sumiu e o mordomo foi capaz de controlar seu corpo novamente. 

“Chame ele para meu quarto.” 

Quando o mordomo estava pronto para sair da sala, seu mestre falou de novo. 

“Entendido, Mestre.” 

-Clank! 

Curvando elegantemente, o mordomo saiu da sala. Não muito tempo depois, o escritório foi consumido pelo silencio com apenas o som da respiração do homem presente. 

-Knock! -Knock! 

“P-Pai?” 

A atmosfera tranquila logo foi quebrada pelo som de batidas na porta. A porta abriu lentamente e um rosto podia ser visto olhando pelo outro lado dela. 

Fabian, que estava do outro lado da porta, tremia por completo enquanto esperava pela permissão do seu pai para entrar na sala. Sua arrogância de antes não estava mais presente, agora só parecia como um coelho assustado preso em uma gaiola. 

“…Entre.” 

-Clank! 

Obedecendo seu pai, Fabian entrou na sala e fechou a porta atrás de si. 

No momento seguinte, um silencio desconfortável caiu no escritório. 

Suor podia ser visto caindo do rosto de Fabian enquanto mantinha-se parado com as costas eretas, não ousando a sentar. 

Sem conseguir aguentar mais a atmosfera tensa, Fabian foi o primeiro a quebrar o silencio. 

“P-Pai?” 

A silhueta se virou, e as luzes da sala revelaram seus traços. Embora o rosto se parecesse com o de Fabian, não havia rugas, mesmo com sua idade já na casa dos cinquenta. Qualquer um, se não soubesse, facilmente o confundiria com um estudante de vinte anos. 

O que o separava de um estudante normal, era seu senso de autoridade que podia ser sentindo do jeito em que se comportava. Era como se ele fosse um juiz que decidia quem era culpado e quem era inocente. 

-Gulp! 

Engolindo em seco, Fabian esperou pela resposta do seu pai. 

“…Como planeja consertar o erro que cometeu?” 

“S-Sim.” 

Ao ouvir a voz fria de seu pai, Fabian endireitou as costas e se perdeu nas palavras. Ele estava muito nervoso para falar. 

Fracamente, Fabian desde criança raramente falava com seu pai. 

Ele era o terceiro na linha de sucessão, e não era tão talentoso quanto seus irmãos. No entanto… ele ainda tinha tudo. 

Sua família, que foi passada de gerações podia ser considerada uma das mais fortes no domínio humano. Eles conseguiram subir até onde estavam graças as mentalidades voltadas para negócios. 

O conglomerado Parker era responsável em vender e negociar núcleos, partes de monstros e habilidades. Eles tinham tanto dinheiro, que poderia sustentar cada membro por gerações. 

Por ser negligenciado, Fabian gastava sem limites para substituir o amor paterno que ele jamais recebeu de seus pais. 

Nas raras vezes em que encontrava o pai, ele sempre se sentia intimidado pela sua presença autoritária. 

Para ele, seu pai nunca foi agiu como um verdadeiro pai… parecia mais que ele era seu chefe. 

“Eu quero que você acabe o que começou.” 

Ao ver que seu filho ainda era muito tímido para manter uma conversa com ele, Micheal Parker, o atual CEO do conglomerado Parker disse. 

“Eh?” 

Não esperando pelo que seu pai disse, Fabian olhou para ele em confusão. 

“Você me ouviu… Eu quero que você termine o que começou.” 

“M-Mas isso não iria começar um conflito com a Família Roshfield.” 

Sorrindo friamente, Michael Parker olhou para seu filho com desprezo. 

“Esse barco já afundou faz tempo, acha mesmo que eles não vão fazer nada depois do que aconteceu?” 

Ouvindo as palavras de seu pai, Fabian abaixou a cabeça. Ele estava certo, agora que já começou é tarde para se arrepender. 

“Eu já estava planejando isso por um tempo, você apenas adiantou algo inevitável.” 

“…Então agora quero que você continue até o final, eu quero que você destrua a Emma Roshfield por inteira.” 

Encarando seu filho, Michael Parker lentamente foi até seu lado e deu leves tapinhas em seu ombro. 

“Prove seu valor.” 

Ao sentir a mão larga de seu pai, Fabian começou sentir algo dentro de si crescer. Era algo que nunca havia sentindo antes… confiança? 

Era como se um fogo tivesse se acendido dentro de seu coração, Fabian olhou nos olhos de seu pai e disse. 

“Mas se eu a atacar, isso não me tornaria o alvo principal dos Roshfield?” 

Sorrindo de leve, Micheal virou sua atenção para as ruas movimentadas da cidade de Ashton. 

“Você terá que ser discreto com suas ações… contrate algumas pessoas para começarem conflitos dentro da escola para esconder seu alvo verdadeiro. Emma Roshfield.”  

“Assim que todo mundo estiver distraído com os conflitos, você irá atacar e acertar um golpe fatal na única herdeira da família Roshfield.”  

Enquanto observava as ruas movimentadas da cidade, Michael Parker sorriu friamente. Olhando para a Torre Roshfield, não muito longe dali, Michael Parker levantou a mão e a fechou lentamente.  

“Está na hora da Família Parker se livrar dos Roshfield.” 

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