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The Runesmith – Capítulo 24

Matadorzinho de Goblins para o resgate!

Helci tinha vindo para esses bosques para subir de nível. Ela era alguém que você poderia chamar de “desabrochar tardio”. A garota gnomo já tinha passado dos dezesseis anos em sua vida, mas só recentemente tinha passado pelo ritual de ascensão.(N/T: antes de ter uma ‘Classe de nível 1’, como o Roland até os 10 anos)

A garota parecia um gnomo, mas não era de descendência pura. Sua altura estava acima do que um gnomo normal tinha chegando a 140 centímetros. Sua figura também era bem mais voluptuosa em relação a outras garotas gnomos, mas ela a escondia bem sob roupas largas ou armaduras como hoje.

Tinha traços finos em comparação com outros de sua espécie que principalmente tinham cabeças mais redondas com olhos maiores. O cabelo dela era comprido e laranja e ela o prendera em um rabo de cavalo para não atrapalhar sua primeira caçada.

Era órfã, o paradeiro de sua família era desconhecido, pois foi abandonada muito jovem. Ela foi deixada em um dos orfanatos administrados pela Igreja de Solaria e passou a maior parte de sua vida lá. Fazia tarefas, aprendendo aos poucos a cozinhar, limpar e várias outras ocupações.

Mesmo sendo a igreja quem produzia os cristais de mudança de classe, eles não davam simplesmente aos órfãos. A criança tinha que decidir se queria viver como acólito ou abandonar a vida da igreja aos quatorze anos. Ela havia escolhido sair, arranjando um emprego em vários lugares por Edelgard e finalmente parando na estalagem onde agora estava empregada.

Ela trabalhou por dois anos economizando e finalmente conseguiu uma daquelas pedras indescritíveis. Passou por sua ascensão, a classe com a qual ela foi recompensada foi de Ladina que ostentava alta agilidade e habilidades de detecção. Esta pode não ter sido sua profissão preferida, mas ela estava feliz.

Havia um pequeno problema, porém, a cidade em que morava não tinha masmorras próximas com monstros fáceis para praticar. Conseguiu se registrar na guilda de aventureiros, mas não havia muito trabalho para Ladinos que estavam no nível 1 e não tinham experiência de batalha. O quadro de avisos para aventureiros de bronze estava cheio de tarefas semelhantes ao seu trabalho atual. Isso era algo que ela estava tentando abandonar, pois estava farta desse estilo de vida.

Ela era uma pessoa teimosa, não queria pedir ajuda de outros aventureiros. Também não podia confiar neles, principalmente nos aventureiros do sexo masculino que poderiam tentar tirar vantagem dela.

Finalmente decidiu ir para a floresta próxima, a caminhada até lá levou duas horas. Gastou o resto de suas economias em uma adaga e em uma armadura de couro barata. Esta armadura consistia em uma peça de peito e alguns protetores de pulso. O resto de seu traje era de pano simples.

Nunca havia caçado um monstro antes em sua vida, mas pelo que ouviu, os goblins eram muito fáceis de matar. Até onde sabia, eles não eram mais fortes do que crianças humanas de dez anos, o que estava lhe dando um grande impulso de confiança.

Helci vagou pela floresta com a adaga na mão, indo cada vez mais fundo sem olhar para trás. Estava decidida a subir de nível e começar sua nova vida como aventureira. O vento uivava e as árvores começaram a farfalhar, o que a fez ficar vigilante.

Sua classe de Ladina lhe dava uma visão melhor do que os outros. Essa classe também era adepta de esconder sua presença enquanto investigava a área. Logo ela avistou seu primeiro alvo. Era um goblin pálido com uma grande clava de madeira na mão.

Ela era uma híbrida de gnomo, então seu tamanho era um pouco maior que este pequeno monstro. Isso a colocou em vantagem, pois tinha a vantagem de altura. Depois de observar o monstro por um momento, notou que era bastante magro e musculoso. Isso não impediu seu avanço, estava decidida a caçar este goblin.

Agarrou sua adaga e começou a se esgueirar para frente, sabia que o elemento surpresa era primordial. Se conseguisse acertar uma facada nas costas, provavelmente poderia desferir um golpe mortal. Se moveu para frente enquanto o monstro estava olhando para algo, havia alguns insetos grandes lá que o goblin começou a pisar. Isso deu a ela a chance de seguir em frente enquanto se esgueirava.

O goblin não tinha conhecimento da pequena pessoa se esgueirando por trás dele. Ele se virou para bater no chão com sua clava enquanto sorria. De repente, ouviu algo estalar atrás dele, o que o colocou em alerta. O goblin se virou com pressa para ver uma garota de orelhas pontudas com uma adaga correndo em sua direção.

Não teve muito tempo para reagir e também não foi muito habilidoso. O goblin apenas balançou sua arma de madeira aleatoriamente na esperança de se proteger. Isso foi parcialmente bem-sucedido, pois conseguiu dar um golpe no lado de Helci. Isso fez com que sua adaga saísse do alvo e mergulhasse no ombro do monstro em vez de no pescoço.

O monstro gritou bem alto, a dor insuportável quando saltou para trás para fugir. A pequena gnomo ofegava, ela precisava de algum tempo para recuperar o fôlego quando a clava de madeira bateu em seu lado causando alguns danos. O pequeno goblin era muito mais forte do que o previsto, mesmo com sua armadura protetora, ela quase teve suas costelas quebradas.

Também não percebeu que o monstro chamou seus amigos, então continuou, o inimigo estava ferido e ela só precisava acabar com isso. O goblin com raiva em seus olhos avançou, entrou em um estado frenético e começou a atacar.

A menina era escorregadia como uma enguia, os golpes não a alcançaram, mas ela também não conseguia avançar. O primeiro golpe tinha tirado o fôlego dela e agora estava hesitando. Quase não tinha experiência de combate, tendo lutado apenas ocasionalmente com os outros órfãos ou bêbados da cidade.

Logo mais goblins começaram a aparecer, o que finalmente a forçou a se virar e correr. Ela mal conseguia lidar com um desses monstros, o que poderia fazer quando mais quatro apareceram. Assim começou sua fuga, estava ofegante enquanto corria em direção à cidade.

A floresta era desconhecida e ela ainda era apenas uma Ladina de nível 1. Suas habilidades de rastreamento não estavam desenvolvidas, então se viu correndo em uma direção aleatória. Esta era uma área montanhosa e a sorte não estava do seu lado quando se viu bloqueada por uma alta parede rochosa.

Ela olhou para os lados quando a estrada à frente estava bloqueada. Podia ouvir os goblins furiosos correndo atrás dela, o que a fez entrar em pânico, incapaz de decidir. Se ela tentava escalar isso ou tentava a sorte indo lateralmente, pode haver um ponto de escalada melhor mais abaixo.

Antes que pudesse decidir, um dos goblins saltou nela. Não foi muito longe, pois algo brilhante e vermelho veio zunindo de algum lugar. Perfurou a cabeça do monstro e o deteve. Um monstro estava morto e mais quatro permaneciam.

“Ei, você está viva aí embaixo?”

Ela ouviu uma voz de cima e a achou um pouco familiar. Olhou para cima e viu uma pessoa parada ali, essa pessoa estava vestindo uma túnica preta e era difícil distinguir suas roupas. Pelo som da voz, sabia que era alguém mais jovem, mas ainda um homem.

“E-eu estou bem, mas tem mais vindo!”

Ela gritou um pouco aliviada que havia outra pessoa aqui que estava disposta a ajudar.

“Eu sei, espere um momento que vou limpá-los.”

Isso foi o que a pessoa disse antes do massacre começar. Ela podia ver mais daquelas flechas vermelhas flamejantes sendo atiradas. Elas fizeram lindos arcos vermelhos e se enterraram nos goblins no momento em que saltaram dos arbustos. Cinco feitiços e cinco goblins estavam mortos.

Olhou para os cadáveres carbonizados que não tinham as cabeças. O cheiro era algo que não esqueceria por algum tempo. Se afastou por um momento antes que a voz daquela pessoa a trouxesse de volta à realidade.

“Por que você está aí parado, precisa sair, mais goblins virão em breve!”

“Oh, você provavelmente deveria pegar a pedra de mana daquele goblin ali, a segunda à esquerda antes disso, está à direita de seu coração.”

A pessoa gritou enquanto soltava uma corda. Helci olhou para o goblin em questão e decidiu seguir o conselho. Para sua surpresa, uma pequena pedra de mana estava lá, se pudesse vendê-la, provavelmente poderia ganhar algumas pequenas pratas.

Ela não permaneceu lá por muito mais tempo. A menina já estava assustada como estava, começou a subir para chegar na segurança da elevação. A borda não era tão íngreme, então conseguiu fazê-lo em alguns minutos. No topo, ela caiu de joelhos enquanto ofegava, a força deixou seu corpo devido a ter que correr em pânico até aqui.

“Você está bem aí? Helci, certo?”

Ela virou a cabeça para a pessoa que a resgatou. Este era aparentemente alguém que a conhecia, mas não tinha certeza de onde. O que viu foi um jovem humano de cerca de 160 cm de altura puxando a corda e colocando-a em uma bolsa espacial.

O vento moveu o capuz dele e finalmente conseguiu distinguir seu rosto. Este era realmente alguém que ela conhecia, alguém que morava na pousada em que trabalhava. A maioria das pessoas achava que ele era um esquisito, sempre ficava trancado em seu quarto e só saía para comer e raramente saía.

O dono da pousada disse a ela para não incomodá-lo, pois ele poderia ser algum tipo de membro do culto. Sempre foi visto com uma túnica preta cobrindo o rosto e nunca conversou com ninguém ou fez amigos. Ele disparou alguns feitiços então deve ter uma classe mágica. Um ritualista ou um feiticeiro era uma pessoa que fazia um pacto com um demônio ou monstro de algum tipo, então ela estava um pouco preocupada.

“A-ah sim… estou bem…”

Se levantou, sua adaga estava amarrada ao seu lado. Ela recuou um pouco, pois não tinha certeza sobre os motivos dessa pessoa. Você não via muitas pessoas ajudando outras sem motivo, essa pessoa também era alguém que ela não conhecia muito bem. Isso a deixou reservada, manter distância era provavelmente a coisa certa a fazer agora.

“Veja, já há alguns novos chegando.”

O humano de túnica apontou o lugar de onde ela veio. Mais goblins começaram a aparecer, provavelmente para vingar seus amigos mortos que foram massacrados.

“Devemos sair se uma variante evoluída aparecer, não será tão fácil.”

O jovem disse enquanto virava as costas para ela. Ainda estava um pouco em cima do muro sobre seguir essa pessoa desconhecida. Ele ainda era alguém da cidade e os rumores provavelmente eram exagerados. Atrás dela, podia ouvir os gritos enlouquecidos dos monstros que encontraram seus amigos assassinados, era hora de sair dali.

“Ah, espere por mim, estou indo!”

Ela correu atrás do menino humano que era bem rápido. Helci era uma adepta da corrida, mas mesmo assim não conseguia alcançá-lo. Não demorou muito para chegarem à estrada pavimentada que levava à cidade. Os goblins provavelmente não os perseguiriam mais do que isso, então ela se sentiu aliviada.

Se inclinou enquanto ofegava, com as mãos nos joelhos. Saiu viva e inteira. Não esperava que esses monstros fossem tão astutos, mesmo quando conseguiu esfaquear a criatura no ombro, não causou muito dano. Isso foi um fracasso total da parte dela e sabia disso.

Depois de descansar um pouco, olhou para cima, o menino humano estava olhando para ela. Se sentiu estranha, essa pessoa a ajudou, mas teve dificuldade em expressar sua gratidão. Antes que pudesse abrir a boca, ele falou primeiro.

“O que você estava pensando? Nunca lutou com um goblin antes? Em que nível você está?”

“Se eu não estivesse por perto, você estaria sendo comida neste momento.”

“E outra coisa…”

O jovem humano tirou o capuz e começou a repreendê-la. Ele cruzou os braços um sobre o outro e começou a listar as coisas que ela tinha feito de errado. Ele até começou a questionar sua escolha de equipamento. Ela sentiu como se estivesse sendo repreendida por uma das freiras mais velhas dos tempos da igreja. Esse menino parecia mais novo que ela, o que tornava tudo ainda mais degradante.

“Se você não estivesse por perto? Eu tinha tudo sob controle!”

Ela inflou as bochechas junto com o peito, suas longas sobrancelhas franzidas. Estava louca, seu plano de ser uma aventureira não funcionou como planejado e agora estava sendo repreendida por algum garoto arrogante. Ele poderia ter ser algum tipo de mágico, mas ainda era uma criança aos olhos dela.

“Isso mesmo, eu estava apenas atraindo-os para uma armadilha, seu idiota!”

“Aí você apareceu e estragou meu plano, quem precisava de sua ajuda, eu estava bem sozinha!”

Ela moveu a cabeça para o lado enquanto murmurava alto. O jovem que a estava repreendendo parou de falar enquanto o espanto cobria seu rosto. Ele observou Helci teimosamente virar a cabeça para o lado enquanto mordia o lábio inferior. Enquanto tentava agir duro e não enfrentar a pessoa que a resgatou, ela começou a andar.Podia ver um pouco o rosto do jovem se contorcendo em formas estranhas, ele provavelmente estava perplexo com a reação dela o qual a fez se sentir mal.

Ela nunca foi boa em se desculpar por seus erros e ainda pior em agradecer às pessoas que a ajudaram. Os dois não se falaram muito depois do desabafo dela, mantiveram uma distância de alguns metros um do outro. A garota gnomo queria se desculpar, mas cada vez que via o rosto do jovem sentia indignação como se ele a estivesse desprezando por ter falhado. Eles finalmente se separaram na entrada da cidade e ambos seguiram seu próprio caminho.

Havia um pequeno problema, porém, Helci tinha esquecido que o jovem que ela não sabia o nome estava hospedado na pousada em que estava trabalhando. Também era uma trabalhadora que morava lá, então eles quase imediatamente se encontraram.

Ela manteve distância enquanto ele estava comendo seu jantar. Ambos passaram a maior parte do dia andando de um lado para o outro e se aventurando na floresta, então já eram quase sete horas da noite. O mundo aqui também tinha um ciclo de 24 horas por dia, mas havia treze meses no calendário em vez de doze.

Helci se sentiu um pouco mal por não ter agradecido ainda. Ela fechou o punho com a mão e levou-o ao peito enquanto o agarrava, havia tomado uma decisão. Pegou uma das salsichas mais bonitas da despensa. Seu plano se desenrolou enquanto usava as horas de pico para se esgueirar até o estranho de robe. Ela colocou a salsicha de carne bem preparada junto com um prato na mesa dele, sua boca se movendo rápido enquanto ela falava.

“A-aqui, eu encontrei isso ali, pensei que você poderia querer um.”

O jovem olhou para o item apresentado a ele com uma sobrancelha levantada, então de volta para a garota meio-gnomo menor que estava o apresentando a ele. Outro surto de silêncio desconfortável se desenrolou, o que fez com que a garota tivesse outra explosão.

“Apenas pegue já, por que você está demorando tanto, não como se eu tivesse trazido para agradecer por me ajudar ou algo assim!… idiota.”

Ela bateu na mesa com as duas mãos, o que fez a coisa toda tremer. Então voltou para a cozinha, alguns dos clientes notaram a troca e até deram um assobio a meio gnomo.

Roland, que ainda estava olhando para a salsicha que lhe foi dada, aparentemente de graça, ficou bastante surpreso. Ele não achava que esse tipo de pessoa existisse na vida real. Pegou a salsicha e provou, não podia simplesmente desperdiçar comida boa. No fundo de sua mente, estava se divertindo um pouco com a maneira como a garota agia. Era bastante semelhante à forma como alguns personagens populares em várias obras de ficção se comportavam. Ele podia até vê-la tentando dar uma espiada do canto, provavelmente querendo ver se ele estava comendo o presente que ela preparou.

Ele também precisava falar com a garota mais tarde, ela obviamente não estava apta a vagar por aqueles bosques perigosos. Como adulto, era difícil não se preocupar com alguém que agia como um pirralho. Mais tarde, tentaria falar com ela novamente, mas depois dela se acalmar , parecia que ainda estava um pouco irritada. Mas isso teria que esperar por hora, pois ele tinha uma salsicha muito grande para devorar agora.


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super irônico
Membro
super irônico
19 dias atrás

pois ele tinha uma salsicha muito grande para devorar agora.

lá ele

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