The World After the End – Capítulo 149

A Grande Floresta (4)

Era uma voz educada, mas solene. Com isso, Kashim, que estava quieto na maior parte do tempo, Imai, que estava barulhento, e todos os outros capitães imediatamente pararam de falar. Todos eram pessoas fortes. Cada um deles tinha o poder mundial de um Comandante das <Grandes Terras>, e cada um sozinho tinha o poder de colocar as <Grandes Terras> inteira em turbulência. Esse era o poder dos Capitães da Ruptura.

No entanto, ficaram em silêncio com apenas uma única declaração. Eles tinham que ficar. O poder mundial saindo do Machina de Daeus pressionou toda a região de Hatchnold.

Este era o Mestre da Ruptura.

Myad van Deklan.

Era um poder que se encaixava com a [Destruição de Ligação]. Mesmo sem usar nenhuma das configurações do Machina, Myad era incomparável apenas em seu poder. Até Jaehwan sentiu um leve desespero se infiltrando em sua consciência. Ele não havia recuado contra Catástrofe, mas não conseguiu manter a calma desta vez.

Tinha sido diferente com Catástrofe. Ele tinha a crença de que poderia ser bem-sucedido e tinha a confiança de que poderia superar aquilo. No entanto, desta vez, parecia não haver outra maneira.

Mesmo assim, ele precisava lutar.

Jaehwan desistiu de remover os trapos verdes. Seu espírito estava em má forma e não havia como resistir.

Na verdade, havia um jeito. A única maneira possível de enfrentar Myad igualmente…

No entanto, não poderia usá-lo agora. Tinha um limite claro de quantas vezes poderia usar, e não havia como dizer quantos inimigos poderosos poderia encontrar no futuro, como Myad. E acima de tudo, Jaehwan sabia que não poderia suportar o procedimento em seu estado atual.

Mas Jaehwan tinha que tomar uma decisão. Sua consciência estava desaparecendo. Se não fizesse uma escolha naquele momento, perderia a chance de fazê-la. Mas nunca pensou que pediria ajuda logo depois de chegar ao <Abismo>.

[Catástrofe.]

Jaehwan chamou o nome. Ele chamou e chamou.

[Catástrofe?]

Não houve resposta. O Único Rei, Catástrofe, não respondeu. Não parecia que ele estava ignorando Jaehwan, e parecia haver outro problema. Era como se a ligação entre Jaehwan e Catástrofe tivesse sido danificada. Jaehwan então percebeu.

“Calma… Quando aquela [Destruição de Ligação] foi usada…”

Ele lembrou que a [Destruição de Ligação] de Machina havia destruído as ligações de todos os vice-gerentes, e a ligação de Jaehwan com Andersen, e até mesmo com Catástrofe.

“Porra.”

Jaehwan ficou desesperado — não havia outro jeito agora. Que escolha ele tinha? Então, alguém passou por Jaehwan.

[Deixe-o ir.]

A voz não era solene ou premente como a de Myad. Tinha muito barulho misturado por causa das partes quebradas, e o poder mundial dentro dele parecia insignificante na melhor das hipóteses. Mesmo assim, a voz parecia determinada e pronta.

[Você vai lutar comigo.]

Era Andersen, a Deusa Nua.

— O que você está…

Jaehwan mal conseguia se mover e tentou caminhar até ela, mas Karavan o segurou. Jaehwan se virou e parecia que o vice-gerente parecia já ter discutido aquilo com Andersen. Karavan balançou a cabeça.

— Não vá. Essa é a decisão dela.

— Decisão? O que você está…

E então sua voz veio.

[Jaehwan, eu sei que você não consegue entender minha decisão. Mas sabe o quê? Eu também não te entendo.]

Era Andersen, com a mesma voz de sempre.

[Nós nunca vamos nos entender. Isso é o que você aprende primeiro quando se torna um Deus. Não é irônico? Você é um Deus onisciente que entende e adquire todos os tipos de conhecimento, mas não consegue entender sequer um espírito…]

Deus? Espírito? Entender? Ele não tinha certeza sobre o que ela estava tentando falar.

[Mas mesmo que não possamos nos entender, ainda podemos sentir algo um pelo outro. Mesmo que seja unilateral ou não. Estou sendo sincera ao dizer isso.]

Jaehwan então sentiu seu coração afundar. Por quê? Ele não conseguia entender, mas também havia sentido. Todas as perguntas em sua mente estavam perdendo força com a voz de Andersen. Era porque havia uma ‘verdadeira’ lá.

[Eu sei que me odeia. Você nunca vai me aceitar, porque já fui uma Cultivadora. E pode pensar que meus sentimentos em relação a Runald são hipocrisia, porque eu era uma Cultivadora.]

Andersen continuou,

[Mas você ainda pode me fazer um último favor?]

Jaehwan achou que precisava responder, mas sua voz não saiu. Seu corpo estava agora lentamente paralisado e seus sentidos morrendo. Jaehwan mal conseguiu assentir.

[Vá para a Grande Floresta. E encontre o ‘Deus da Loucura’ lá.]

Sua visão escureceu e ele não conseguia mais ver o rosto de Andersen. Mesmo que não fosse o rosto dela, ele tinha que ver. Ele tinha que ver que cara ela estava fazendo, mas não conseguiu. E a voz fraca que veio depois foi varrida pelas explosões. Provavelmente foi, ‘Cuide de Runald’. Em sua visão embaçada, ele viu Andersen dando as costas.

[Tudo bem então. Vamos lá, todos vocês, lixos da Ruptura.]

Karavan, que tinha Jaehwan em um braço e Runald em outro, começou a correr. Com sua visão escurecendo rapidamente, Jaehwan sentiu sua consciência se esvaindo.

— HAHA! Isso vai ser muito divertido! Uma Deusa [Nua] em um Gigantes? Não consigo nem…

No momento seguinte, Andersen desencadeou seu poder mundial e fez Myad levá-la a sério. Não foi enorme, mas foi um ataque feroz feito por um certo Deus com todo o seu poder. Foi um ataque que não poderia ser considerado levianamente.

Explosões altas estouraram, com enormes ondas de choque quebrando. Jaehwan teve a última visão enquanto fechava os olhos. Ele sabia que era uma visão que nunca veria novamente em toda a sua vida. A visão que viu foi a última lembrança de alguém que viveu uma era, que já foi um ser. Outra explosão estourou e ar quente jorrou dela.

Ao sentir o ar quente contra seu rosto, Jaehwan sentiu os dias em que Andersen viveu.

Um Deus que viveu por dezenas de milhares de anos. O que significava ‘morte’ para aquele Deus? Quão valioso é um relacionamento que foi formado em apenas alguns dias?

Jaehwan não conseguia entender nada e não conseguia dizer nada. Mas quando entendeu esse fato, sentiu que sabia quais foram as últimas palavras de Andersen. O ar quente, o mundo nu, estava lhe dizendo isso.

[Você se tornará um bom ‘Deus’.]

Sim.

Jaehwan fechou os olhos em silêncio.

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