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Warlock Apprentice – Capítulo 118

Chegada à Caverna Bruta (parte 2)

O dirigível “O Selvagem” era rápido. A paisagem em terra mudava constantemente. Florestas exuberantes e campos floridos logo se transformaram em rios e ondas furiosas. 

Cerca de meia hora depois, Angor sentiu que o ar estava ficando rarefeito e que era difícil respirar. Ele olhou para o lado e viu que os lábios de Sailum estavam pálidos. As narinas do garoto estavam funcionando rapidamente, liberando grumos de vapor branco. 

“Você está bem, Sailum?” Angor perguntou preocupado. 

As bochechas de Sailum estavam vermelhas e seus olhos não estavam concentrados. Ele respondeu com uma voz fraca: “Estou bem. Só… um pouco tonto, prestes a.… vomitar alguma coisa.” 

“O Selvagem está voando atualmente por cima do Planalto Parmigi”, anunciou o imediato nos alto-falantes. “Chegaremos em 30 minutos. Todos os talentos, preparem-se para desembarcarem.” 

“O Planalto de Parmigi fica ao longo da fronteira entre o Reino de Goman e o Reino da Noite Eterna, com uma altitude média de 3.500 metros”, Angor pensou no mapa que leu na biblioteca de Sunders. 

Então, ele colocou a mão na testa de Sailum. Estava quente. O rosto de Sailum estava vermelho como uma maçã madura. 

“Acho que ele está mal por termos decolado rápido de mais “, disse Angor. Ele examinou as pupilas de Sailum antes de dizer: “Não é grave. Ele só precisa de mais oxigênio.” 

“O que devemos fazer?” Nausica apagou seu cachimbo e se aproximou de Sailum, preocupada com a saúde do garoto. 

Sailum tropeçou e estava prestes a cair. Angor agiu rapidamente e o pegou: “Tire-o do convés por enquanto. O ar frio do céu vai piorar a situação.” 

Angor e Nausica ajudaram Sailum a sair. 

“Vamos para a sala comum pegar água quente. Hidratação é importante em uma situação dessas”, sugeriu Angor. 

Além da água quente, a sala comum também tinha oxigênio suficiente graças às matrizes mágicas. 

“Você também conhece habilidades de cura?” Nausica deu uma risadinha para Angor. Eles haviam colocado Sailum no banco de descanso. Nausica estava pegando água para ele. 

Angor esfregou algumas das posições no corpo de Sailum com habilidade para aliviar sua condição enquanto explicava: “Eu sei alguns primeiros socorros. Meu professor anterior me ensinou”. 

“Seu professor é médico?” Nausica entregou um copo de água a Sailum. 

Sailum estava corando. Envergonhado, escondeu o rosto sob o cachecol. Angor colocou a mão sob a roupa para massagear os pontos de acupuntura mais cedo. Uma técnica tão desconhecida lhe pareceu realmente estranha, e Sailum quis impedi-lo. Surpreendentemente, porém, a tensão em seu peito diminuiu um pouco após a massagem. 

No entanto, ele ainda queria se esconder de vergonha. 

Sailum pegou o copo d’água e escondeu o rosto atrás dele. 

Angor não notou a resposta tímida de Sailum. De volta à Mansão Padt, ele sempre usava essa massagem chinesa para ajudar seu professor, Jon, e se acostumou com esse “toque íntimo na pele”. Ele via essa técnica como uma forma comum de tratamento e se esqueceu de que ninguém neste mundo sabia o que ele estava fazendo. 

“Não”, Angor lembrou-se dos dias em que morava com Jon. Não importava o que Angor pedisse, seu professor sempre dava ideias. Jon era um verdadeiro estudioso que sabia tudo o que havia no céu e na terra. 

“Meu professor anterior era um homem muito sábio”, disse Angor. Ele preferia não falar muito sobre Jon. A identidade de Jon era um assunto delicado. Ele sabia que Nausica estava apenas procurando por conversas casuais, mas Angor evitaria problemas desnecessários. 

Depois de descansar na sala comum, o estado de Sailum melhorou muito. A vermelhidão em seu rosto desapareceu. 

Ele queria voltar ao convés para observar a Caverna Bruta de cima. 

“Não. Vamos descer logo. Vamos morar lá de qualquer jeito, só vá com calma.” Angor o interrompeu. 

Nausica estava olhando pela janela: “Bem, mesmo se você for lá agora, não verá o que queria ver”. 

A paisagem externa podia ser vista claramente pela pequena janela de vidro. Toda a região montanhosa estava coberta de marrom e verde. Não havia nada que fosse alto no chão, apenas vegetações menores e resistentes ao frio. Eles não conseguiam ver o fim do planalto. Tudo parecia igual. 

O solo era irregular. As áreas mais altas eram, em sua maioria, largas e planas, com manchas ocasionais de neve. A maioria dos lugares tinha grama. 

Uma terra tão árida era completamente contraditória com o “lugar incrível e colorido” que Sailum esperava. 

Sailum espiou pela janela decepcionado. Ele ainda tinha esperança. Eles não tinham visto nenhuma estrutura daqui, e isso significava que poderia haver surpresas. 

No entanto, outro anúncio do imediato interrompeu sua ideia. 

“Chegando. O Selvagem está prestes a pousar. Todos os talentos, reúnam-se na saída.” 

Eles podiam sentir que a aeronave estava descendo lentamente. Sailum olhou pela janela novamente. Só havia desolação. 

Nausica sorriu para ele: “Já temos a sorte de entrar na Caverna Bruta. Tente não pensar muito.” Ela se virou: “Vou pegar minhas coisas. Vamos nos encontrar na saída.” 

Angor se despediu do mal-humorado Sailum e voltou ao seu quarto para pegar sua bagagem e o pássaro. 

Na estreita passagem da aeronave, Angor encontrou os outros talentos, que riram dele. Provavelmente deveriam, considerando a aparência de Angor. 

Ele estava carregando muita coisa e a maior parte da bagagem pertencia a Toby! 

As duas grandes pinturas a óleo tornavam seu pacote ainda maior. Era como se ele estivesse carregando uma barraca de viagem. É claro que todos que o viam riam em segredo. 

Angor reclamou com Toby, que desconsiderou seu dono com o bico levantado. Angor bagunçou as penas de Toby com frustração, até que elas começaram a se enrolar e Toby piou em protesto, o que não ajudou o pássaro a escapar do “violino demoníaco” de Angor. No final, Angor ainda teve que carregar todas as coisas. 

Angor chegou ao ponto de encontro com uma pilha de coisas nas costas. Ele não viu Sunders e Flora. Apenas os talentos e os Servos Fantasmas estavam ali. 

Os talentos saíram da aeronave um após o outro, seguindo as instruções dos servos. 

Quando todos deixaram o navio, os Servos Fantasmas embarcaram novamente no Selvagem e desapareceram da vista de todos. 

Dez talentos e um pássaro estavam sobre a terra estéril e marrom. 

O vento frio do planalto soprou, fazendo todos tremerem. 

As pessoas olhavam ao redor. Só viam campos de grama sem fim. Estavam parados na encosta de um planalto, com um abismo sem fundo a cerca de cem metros de distância. Todas as direções levavam a mais terrenos baldios. Não havia vestígios de construções. 

Então… onde ficava a Caverna Bruta?  

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