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Apocalypse Hunter – Capítulo 24

Para o Sul (2)

Um executor era diferente de um caçador no sentido que ele só trabalhava para a organização Armígero sem qualquer recompensa. Era possível que eles despacharam Charl para a Península Coreana para resolver o problema.

Ela parecia muito jovem, mas podia ter sido contratada recentemente.

Como uma executora inexperiente, ela pode ter sido despachada para um lugar relativamente menos perigoso como o Leste da Ásia para ganhar experiência. Zin era capaz de perceber que Charl era uma executora Armígero. O posto atual do executor não importava muito. Executores tinham até o direito de executar um Senhor da Guerra, o líder de uma fortaleza, se fosse por uma boa razão. Dessa forma, um executor era temido por todos os postos.

Toda essa informação não era conhecida por civis normais. Zin sabia disso, e ele era capaz de julgar o assunto em mãos baseado nesses fatos.

Leona se sentou quando viu que Zin estava pensando profundamente. Ela tinha instintos muito bons, e ela escolheu não interromper ele durante tais tempos.

Por outro lado, Zin não era rápido para notar as ações dela.

Que tipo de problema iria fazer um executor reagir com tanta pressa… Estava claro que Charl agiu por causa de alguma coisa acontecendo. Na Península Coreana, há duas fortalezas Armígeros — Uma em Seoul, e a outra em Busan. Na península, dois PCM apareceram dentro desses dois lugares. Armígeros construiam uma fortaleza ao redor de cada PCM, então havia uma fortaleza em Busan também. Entretanto, a PCM em Busan não tem mais atividade. Eles fecharam a fortaleza depois disso…

Era raro para uma PCM cessar atividade. Entretanto, por alguma razão, a PCM em Busan parou, e mais nenhum monstro saiu de lá. Zin ouviu sobre as notícias, ele visitou a Coreia para confirmar. Era um evento que aconteceu a trinta anos atrás.

Naquele tempo, as forças Armígero guardaram fortemente a fortaleza fechada em Busan, e Zin não se infiltrou para investigar mais.

Ele assumiu que havia algum problema dentro da fortaleza.

Hmm… eu suspeitei que os Armígeros estavam conduzindo algum experimento secreto, mas agora tudo faz sentido.

Haviam muitas atividades suspeitas acontecendo ao redor do mundo. E não havia razão para ficar curioso sobre cada uma delas. Mas neste caso, era diferente. Zin se perguntava se a reunião de monstros solitários, o ataque deles e subsequente destruição não era só mera coincidência, mas um acidente propositado. Ele se perguntava se os experimentos mais secretos dos Armígeros estavam relacionados diretamente a este incidente.

Charl provavelmente sabia sobre a verdade atrás da inatividade do PCMB e o fechamento da fortaleza em Busan. Ou talvez ela tinha algumas hipóteses. Era possível que eles tinham enviado ela para investigar o evento incomum que aconteceu na península.

Mais uma vez, Zin se lembrou das palavras de Baek-Goo.

É o trabalho do mal.

De primeira, ele não tinha aceito ou acreditado nas palavras. Mas, como Baek-Goo disse, um grupo de Lobos Gigantes destruiu Zado. Zin sorriu amargamente.

Baek-Goo, parece que você teve alguma previsão.

Zin não conseguia se livrar da suspeita que as palavras do já falecido Baek-Goo possam ser verdadeiras.

A executora estava conectando os pontos entre o incidente do passado na fortaleza de Busan e a queda de Zado. E era bem possível que a queda de Zado possa ter sido o ato de maligno.

Zin pensou.

O que os armígeros fizeram em Busan? Charl é uma executora Armígero. A inatividade do PCMB e o fechamento da fortaleza em Busan estão relacionados, e ambos estão conectados com o experimento. A queda de Zado está relacionada com o experimento em Busan. Vai valer a pena verificar sobre o que era o experimento.

Zin olhou para Leona e disse:

— Eu vou ter que adiar a promessa de te levar ao lugar prometido.

— Por que?

— Eu preciso ir para o sul.

Era óbvio que Leona estava extremamente brava. O destino deles era o norte, mas eles continuavam indo para o sul.

— Nós vamos para Busan.

Era possível que poderia haver nenhuma recompensa por essa atividade, mas Zin estava disposto a usar um pouco de seu tempo depois de receber as lascas de Charl. A urgência dela implicava que os armígeros não completaram seus deveres corretamente.

Zin estava certo que ele encontraria pistas em Busan.

— Vá dormir cedo hoje. Nós vamos para o sul.

— Ahhh…

Leona lamentou que a viagem foi estendida. Não seria possível ir para o sul em Busan e voltar para o norte dentro de um mês.

— Nosso destino é o norte, mas por que estamos indo para o sul?

— Estou curioso sobre isso também.

— … Mas foi você que sugeriu irmos para o sul, moço.

Eles estavam prestes a ir para região mais ao sul da Coreia além do Ponto Ardente. Os dois passaram do Ponto Ardente e foram para o sul. Zin achou a mudança repentina nas circunstâncias algo divertido.

Desperdício de tempo significava desperdiçar o tempo de ida dele. Isso era verdade para qualquer pessoa, mas Zin não tinha muito tempo sobrando. E essa era uma decisão importante para ele também. Mas Zin não disse isso para Leona.

— Eu pensei que você me disse que sua cidade natal era algum lugar ao sul.

— Sim, eu nem olho para o sul mais. — Leona disse com nojo em sua voz.

— Algo aconteceu quando você esteve lá?

—Hmm, não é difícil não se meter em algo horrível,

Filha de prostituta.

Era claro de se entender como as pessoas trataram Leona enquanto crescia. Em um mundo louco, pessoas eram ainda piores umas com as outras.

Apesar de todo mundo ser baixo, algumas pessoas se achavam melhores do que outras. Elas se sentiam mais preciosas ao se compararem com outras tão infortunadas quanto elas. Zin sentiu a ironia que pessoas tão miseráveis como elas se comparavam umas com as outras.

Zin percebeu que o mundo não mudou muito, ainda havia ranks e status que dividiam as pessoas.

Leona sorriu como se lembrasse de algumas memórias do passado.

— Bom, eu não era do tipo que era intimidada sem mais nem menos.

— Hmm, mas você parece ser desse tipo.

— Eu posso te falar da vez que lutei contra cinco pessoas sozinha.

— Isso é interessante, mas eu não consigo imaginar você como uma boa lutadora.

Leona deu de ombros enquanto cerrava seu punho.

— Não era tão difícil contra crianças. Quando se luta com várias pessoas, não dá para espancar todo mundo de uma vez. Eu focava meus ataques em um inimigo. Não parava mesmo se os outros me empurrasse. Eu foco e espanco uma única pessoa. Quando isso acontecia, isso assustava os outros e eles fugiam.

— Hmm… que impressionante. Mas como você era capaz de bater em uma pessoa quando havia cinco te atacando?

Era difícil sobrepujar a desvantagem de estar em menor número. Era bem provável que os em menor número fossem sobrepujados.

— Em uma luta de crianças, garotas tem a vantagem.

Leona falou corajosamente e apontou para a genitália de Zin. Com o movimento súbito, Zin se moveu para trás.

— Garotos tem uma fraqueza chamada bolas, e isso é fácil de explorar. Eu batia nelas o mais forte que podia. No primeiro golpe, ele cairia. E depois de mais alguns golpes, eles imploravam por misericórdia. Nesse ponto, os outros caras se assustariam. Não é engraçado?! — Leona riu alto.

— Quando eu ataquei dessa forma pela primeira vez, os outros caras apagaram e fugiram. Depois, eu soube que o primeiro cara terminou com uma bola estourada.

Leona não era do tipo que mostrava misericórdia. Quando atacada, lutava como uma besta com tudo que tinha. Era incrível que ela tenha sobrevivido como uma pessoa fisicamente fraca.

Mais do que tudo, Zin estava chocado ao ver Leona apontar para a genitália dele em um movimento surpreendente. Ele estava chocado ao ver essa garotinha que apontaria para genitália de um caçador velho sem hesitação.

— … o que o mundo se tornou?

Leona continuou rindo. Ela era alguém que as pessoas de sua cidade natal menosprezavam, e sua personalidade não ajudava muito também. Ela adicionou:

— E eu até matei meu próprio pai. Pessoas me chamavam de bruxa e tentaram me matar.

Estava claro que ela teve de ir embora de sua cidade natal, e ela não tinha memórias boas de lá. E Leona não queria ir para o sul em direção à sua cidade natal.

Zin riu.

— Uma bruxa? Pessoas ainda usam isso para xingar alguém? Que divertido.

— Não é divertido para a pessoa xingada. — Leona encarou Zin com raiva.

— Eles estavam xingando uma criança que nem sabia o que uma bruxa era… não, nem eles sabiam o que uma bruxa era. Eles me chamaram de bruxa simplesmente porque me odiavam.

— É assim que pessoas xingam as outras. Agora ou no passado.

— É errado chamar alguém de bruxa. Por que eles só não disseram “vá e morra”? É mais direto e no ponto, não é?

Leona deu de ombros. Zin lembrou do tempo antes dos malignos aparecerem. Apesar das pessoas não se referirem frequentemente umas às outras como bruxas, mas como Leona mencionou, pessoas se referiam pessoas horríveis como bruxas.

Leona fez careta, pensando infeliz sobre as memórias de seu passado. Em um momento ela pensou em algo e começou a falar de novo.

— Está certo. Moço, você é um caçador! Você saberia o que é uma bruxa?

— É um tipo de maligno.

— Uma bruxa é um maligno monstruoso?

— Não há nada similar sobre as diferenças dos tipos de malignos. Pessoas só começaram a se referir a eles como malignos.

Pessoas se referiam a monstros horrendos como malignos, mas eles não tinham muita coisa em comum.

— Então, o que é uma bruxa?

— Ela tem muitos traços… Primeiro de tudo, uma bruxa controla monstros.

— … o que?

— Uma bruxa pode usar monstros como servos. Isso faz sentido? Controlar monstros? Como isso é possível?

— Sim. Bruxas conseguem controlar monstros.

Monstros também possuem traços, instintos e suas próprias vontades. Uma bruxa era capaz de perturbar a mente dos monstros para controlá-los.

Se um maligno estivesse por trás da queda de Zado, era claro que seria trabalho de uma bruxa. Monstros que normalmente agiam sozinhos ou eram hostis uns contra os outros se juntaram sob o controle de uma bruxa.

Isso significava que uma bruxa era uma ameaça séria.

— Uma bruxa consegue reunir um grupo de monstros para criar uma grande força. Isso significa que uma bruxa consegue fazer uma cidade de monstros. Ela pode ordenar que os monstros ataquem ou até se mobilizem estrategicamente.

Contanto que os monstros estivessem sob controle, isso significava que a bruxa podia liderar um exército de monstros. Esse traço sozinho já tornava uma bruxa uma presença a ser temida.

— Em um ponto, uma única bruxa conquistou a região inteira do Alasca ao norte. Você não saberia onde é isso de qualquer jeito.

Bruxas conquistaram grandes regiões e construíram nações de monstros. Isso tudo aconteceu no passado, mas Leona falou sem pensar sobre o que tudo isso significava.

— Isso é bem conveniente.

— Haha… isso é um ponto interessante.

— Não é? Seria seguro já que os monstros estariam te protegendo. E se você precisasse de algumas lascas, você podia matar um dos monstros.

— Hmm… do ponto de vista da bruxa, esse provavelmente é o caso.

Zin riu alto dos pensamentos de Leona.

— Seria muito conveniente se eu fosse uma bruxa de verdade.

Ela quis dizer que não teria passado por tanta dificuldade se ela tivesse esse poder conveniente. Zin entendeu sobre o que Leona estava falando, e sorriu amargamente.

Ele lembrou de todas as pessoas inocentes que foram mortas depois de serem acusadas de serem bruxas. E memórias do passado apareceram na cabeça de Zin.

Diga-me a diferença entre um maligno e um caçador de maligno.

Quando você matar o último maligno, como você vai viver?

Qual a diferença, me diga agora!

Em um mundo sem malignos, o que você vai fazer?

Ó caçador de malignos em um mundo sem eles, pelo o que você vai viver?

Você é só um maligno caçando malignos.

Seu maldito cruel.

Quando seu tempo chegar, você vai perceber que você realmente nos amava.

Me mate, vá em frente e me mate.

Acabou, acabe comigo.

Caçador de malignos.

— Moço.

Conforme Leona cutucou Zin, ele voltou a realidade.

— Por que o olhar vazio? Você está com sono?

Leona achou estranho que Zin parou de andar e estava parado.

— Deixa para lá.

Zin cerrou seus dentes para acordar das memórias do passado que apareceram de repente em sua mente. Depois de uma dor afiada em sua boca, ele começou a andar para frente.

— Seu rosto está azedo.

Leona resmungou enquanto via se movendo para frente, mas ele não respondeu.

Algumas memórias inesquecíveis voltaram com força. Algumas vezes, Zin não conseguia se manter para cima, preso nas memórias pesadas. Humanos viviam com tais memória como um fardo pelo período de tempo que eles viveram.

E Zin tinha um fardo mais pesado que qualquer um.

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