No fim, como combinado, acabaram por partir para o Santuário dois dias depois. Frederica ficou o tempo todo nos estábulos dizendo à Patrasche a rota. Subaru chegou a sugerir que o contasse o local para amenizar seu trabalho, porém ela recusou dizendo que o Santuário é um local de extrema importância para seu mestre, e por esse motivo uma mera empregada não poderia divulgar a informação a seu bel prazer, e honestamente ela preferiria sequer dizer ao dragão de terra.
Subaru se forçou a aceitar essas condições e gastou seus dois dias em tédio, saindo vez ou outra com alguns aldeões, e até voltando a fazer seu trabalho de servente da mansão.
Emilia continuou desapontada com o sumiço de Puck, contudo passou o tempo indo à vila com Subaru no intuito de diminuir a distância entre si e os habitantes da vila Arlam. Também leu documentos e livros que Subaru não podia entender, na intenção de ter mais conhecimento.
Algumas mudanças ocorreram nesse período.
Otto: “Aaaah! Como a situação se tornou tão caótica!? Os documentos que precisam ser inteiramente revisados, os que você pode ignorar, e os que precisam de um meio-termo não foram ordenados, e então isso!”
E Otto organizando os documentos numa velocidade assustadora. Ele analisava os documentos ao ponto de conseguir entender a essência do conteúdo de cada um, jogando documento depois de documento em uma montanha de papéis sobre a mesa. Isso continuou repetidamente. Subaru assistia isso preocupado, com mãos na mandíbula. A velocidade dos olhos e mãos de Otto eram tamanhas que ele parecia que ia pegar fogo a qualquer instante.
Subaru: “Cara, incrível. Eu, mesmo olhando para as linhas do texto, só consigo ver rabiscos.”
Otto: “Não tô chegando nem perto do conteúdo desses. Minha única intenção é otimizar os documentos relacionados a reservas, petições processáveis e diversos. Ou melhor, esse documento realmente precisava ter sido revisado ao ser recebido… ou não, tenho certeza que esse tipo de método possui alguma regra na qual apenas aquele que regularmente faz as transações pode entender.
Desde que o único a trabalhar com essa documentação era o Roswaal, os lamentos de Otto estavam bem certeiros. É a cara do Roswaal ter algum puta sistema para essas coisas. No entanto com sua saída ninguém mais podia entender esse sistema, tudo o que restava era recomeçar a analisar do primeiro passo.
Otto: “Certo, isso deve estar finalizado. Agora falta arrumá-los em ordem cronológica… por mais que talvez eu deva subdividir os já processados e os em aguardo…”
Subaru: “Talvez seja alguma tara ou tique nervoso, cê com certeza é do tipo A.”
Otto: “O que é isso, esse ‘clazy aha’. Não soa bem.”
Subaru silenciosamente chacoalhou suas mãos em respota ao olhar fixo de Otto, negando qualquer explicação. Não que Subaru fosse supersticioso ao ponto de acreditar que as personalidades estão ligadas ao tipo sanguíneo, porém é um ótimo material de conversação. Saindo um pouco do ponto, Subaru é do tipo B, assim como toda a família Natsuki. Não é muito legal todos dizerem algo como ‘já sabia.’
Otto: “Na verdade, acabo de pensar em algo.”
Subaru: “Que, suas mãos pararam. Você tava num bom ritmo.”
Otto: “Não sou contra isso, ser um advogado eficiente, mas não há algo fora do lugar aqui? Por qual motivo um mero comerciante viajante como eu está dentro do escritório do Marquês, suando, freneticamente analisando documentos? Não estou um pouco deslocado?”
Subaru: “Demorou um bom tempo para notar, hein.”
Subaru inclinou sua cabeça e soltou um sorriso mesquinho. Deixar Otto cuidando desses documentos era parte do plano de Subaru. Plano criado para fortalecer a base de apoio à chapa Emilia.
A posição de Emilia na Seleção Real é desfavorável. Claro que se tem Subaru, geralmente reconhecido como seu cavaleiro quem repeliu o ataque do Culto e subjugou a Baleia Branca, mas devido as circunstâncias de Emilia, fica incerto o quanto esses fatos reverberaram. Para começar, o ponto de partida de Emilia era bem distante das outras concorrentes. Então se adiciona o fato que seu suporte, Roswaal, deixa seus planos nas entrelinhas. Honestamente, como suporte, Roswaal é uma falha completa.
Também tem o fato dele não ter medidas contra o Culto da Bruxa, e ainda agora, com o perigo deixado para trás, não o podiam contatar. Ele dá tanto trabalho que é complicado discerni-lo entre inimigo ou aliado. Por fim se tem Ram, a serva devotada de Roswaal; Frederica, que possui plena consciência de sua posição; Puck e Beatrice que não estão falando com Subaru e Emilia.
Ou seja, no momento não havia ninguém com quem Emilia pudesse conversar sem preocupações. Claro que Subaru quer ser essa pessoa, porém o que Subaru é capaz de fazer se encontra abaixo da média.
Enfim, chegou Otto.
Subaru: “Basicamente a estratégia de ‘se não tem amigos, crie eles você mesmo.’”
Otto: “Sinto que você acaba de dizer algo extremamente impróprio, porém o que está falando não tem relação comigo, certo?”
Subaru: “Hum, sei lá. Hum, realmente sei lá. Oh, Otto-san, esses documentos aqui ainda precisam de revisão.
Otto: “Ah, perdão. Her, vamos ver… Campo de mineração para Cristais Mágicos e reservas em estoque são… esses documentos não deveriam ser absolutamente proibidos para forasteiros?”
Subaru: “Aahhhh, não, você viu isso. Urh… você viu. Ahhhh. Certo. Hum, bem, vou falar bastante sobre isso com o Roswaal, pode relaxar.”
Otto: “Isso não é nem um pouco relaxante, na verdade é incrível.”
Otto tirou seus olhos da documentação enquanto Subaru sorria. Otto se encontrava totalmente paralisado, com seus lábios trêmulos.
Otto: “Você realmente não estava me suportando. Na verdade, mostrou-me documentos proibidos de propósito para me tirar de jogo? Me manipulou e brincou comigo para não ter de pagar toda aquela compensação do nosso trato?”
Subaru: “Boa suposição, mas não. Tenho total intenção de pagar o que prometi e cumprir nosso trato. Então tô tentando te afundar tanto na nossa chapa que sua saída se torne cada vez menos possível.
Otto: “Isso não é extremamente malicioso!? Por que está tentando pôr tanto peso nas costas de um simples mercante viajante? Por favor, pare!”
Subaru questionou-se se forçou a barra, sua anterior expressão desapareceu e ele murmurou um “mals.”
Subaru: “Acho que fui longe demais devido minha impaciência. Impaciência essa provinda de todos esses problemas acumulados, e essa teia problemática não dá sinais de se arrumarem. Peço perdão por não ter levado em conta suas circunstâncias.”
Otto: “Hum, ter você assim, sério, de uma hora para outra é desconfortável… Hum, imagino que deva perguntar. Por qual motivo você tem tantas expectativas em mim?”
Subaru foi para cima da mesa. Nem do ponto de vista de Subaru nem de Otto possuíam uma longa amizade, ou um laço de confiança realmente formado.
Subaru: “Indo direto ao ponto, o motivo não é nenhum desses. Não é como se tivesse avaliado sua personalidade, e o fato de ter mencionado os termos no nosso primeiro encontro deu uma baita impressão.”
Otto: “Franco você, hein — eu entendo, mas, termos?”
Subaru: “Você é mão pra uma obra, devotado a apenas uma chapa nessa Seleção Real. Que visa apenas os lucros e perdas, e suas intenções de vencer sobre aliados dentre negociações são fáceis de entender. E o mais importante, você não vê a Emilia, uma meio-elfa, com discriminação, até onde sei.”
Otto ficou quieto. Todos os termos são definitivamente importantes se levado em conta a situação de Subaru, e o mesmo julgou Otto como limpo. Otto esperpi pela resposta de Subaru, e então encarou seus olhos, bem diferentes de quando estava zoando, olhos esses iluminados com um brilho vacilante, tentando adivinhar os pensamentos de Subaru.
Subaru: “E esse tá fora do tema, mas…”
Otto: “—Vamos ouvir.”
Subaru: “Sinto que vamos ficar bem com você. Honestamente, não tô fazendo nada além de conseguir mais aliados à Emilia-tan, mas se esse aliado se dá bem comigo, ainda melhor. Ah, também tem o ponto de você não se interessar pela Emilia-tan como uma mulher. Mesmo que fosse um grande companheiro, um amigo de longa data, seria obrigado a assassina-lo…”
Otto: “Então apenas seus rivais no amor são exterminados!”
Subaru: “Minhas chances de vencer se tiver um rival beiram o zero! Não leve minha falta de autoestima de forma banal. Posso contar todas as pessoas que me aprovaram durante minha vida em uma mão.”
Seus pais, Rem, Willhelm, Emilia e de certa forma Julius e Reinhardt. E… ele percebeu que, subitamente, de alguma forma, passara de uma mão. Com essas novas pessoas e julgamentos, ele se perguntou se era correto afirmar que estava progredindo em uma direção respeitável. Não que houvessem mudanças visíveis nele.
Enfim,
Otto: “Bom, certamente é refrescante como você não esconde o que está no peito. Nunca deixar sua poker face cair em frente a um mercador é essencial. Percebe o quão simples você deve ser em uma conversação de negócios?”
Subaru: “Se aqui fosse uma conversa de negócios eu provavelmente passaria por problemas, mas quem tá aqui não é um mercante e seu joguinho, sou eu e você. Por mais que se estiver dizendo que quer ficar nessa posição, arrumarei minha postura de acordo.”
Otto: “ O que significa que irá reconhecer minhas qualidades como mercante. Isso é exatamente o que você chamaria de uma união saudável… o que exatamente devo fazer.”
Otto suspira, sua anterior expressão tensa desapareceu, dando lugar à sua expressão problemática. Ele fecha um olho para Subaru, quem fica completamente indiferente.
Otto: “ Trazer isso à tona sob tais circunstâncias com certeza é complicado, Natsuki-san. Meu objetivo é… não é nada tão incrível ao ponto de contar para outras pessoas, mas eu tenho um sonho.”
Subaru: “ Tenho o sentimento de que os sonhos de um homem estão restritos em duas possibilidades: são tão ridículos que chegam a ser fantasiosos, ou tão ridículos que se é necessário manter segredo. Enfim, poderia me contar?”
Otto: “Odeio ter de concordar… Veja, sou o segundo filho de uma família consagrada de mercantes. Fui trazido a esse mundo desde pequeno, porém minha posição não era uma na qual minha família pudesse fazer algo na transição para independência.”
Subaru não tinha certeza sobre como as linhagens, primogênitos etc. se relacionavam em comparação ao seu mundo, mas aparentava que os negócios de família e nobreza eram hereditários, e obviamente o mais velho os herdava.
Otto: “Estudei o fundamental do comércio enquanto ajudava meu irmão mais velho nos negócios, e me tornei independente após guardar uma grana. Comprei uma carruagem junto ao meu dragão de terra Fruffo e aí… bem, diria que a bênção com a qual nasci me ajudou bastante.”
Subaru: “Bênção seria… benção de XENOGLOSSY, né? Realmente, pelo que entendi dá pra fazer um dinheirinho maneiro com a habilidade de falar com os animais, dependendo de como a usar.”
Otto: “Não é importante ao suficiente ao ponto de ser mencionado. Tenho certeza de que vem com mais problemas junto do que você pensa, Natsuki-san. Enfim, foi como viajei por anos, e durante esse tempo aflorou o que você chamaria de sonho.”
Subaru se acomodou na cadeira para escutar propriamente. Otto sorriu amigavelmente.
Otto: “Realmente é mundano.”
Otto: “É o mesmo que qualquer outro mercante almejaria — possuir seu próprio castelo como loja em um lugar fixo, e continuar a fazer seus negócios enquanto estando em casa. Se o conseguir em alguma grande cidade em qualquer lugar, não haveria alegria maior para um mercante.”
Subaru: “E esse é o seu sonho?”
Otto: “É um desejo estúpido, porque depois de tanta viagem de cidade a cidade, ultimamente o que mais tenho desejado é voltar à mesma casa que nasci e cresci. Mas, bem, se eu tiver de dizer, diria que esse ambiente é um símbolo de felicidade para mim.”
A bochecha de otto vibrou de estranheza, falando mais rapidamente para esconder o embaraço. Subaru compreendeu e concordou com a resposta, enquanto afundava na cadeira na intenção de vir com uma boa resposta. Porém antes que pudesse,
Otto: “Como o segundo filho de uma família mercante, como um mercante, como um futuro grande mercante, eu não poderia perder a oportunidade de deixar o grande Marquês em débito comigo. Sem contar que essa possibilidade poderia se estender a futura rainha me dever, é uma excepcional oportunidade de negócios que eu nunca mais teria em toda minha vida.”
Subaru: “Tudo certo, então você tá de boa em ajudar a gente. Valeu, tô satisfeito. Sabia que diria isso, Otto. Agora volte ao trabalho.
Otto: “ Mas o quê!? Tem ideia que acabei de revelar meus mais sinceros pensamentos!? Não acha que sua reação é um tanto quanto fraca?”
Subaru: “Se eu respondesse sinceramente profundamente emocionado sinto que perderia… bem, de qualquer forma, se um forasteiro estivesse vendo isso seria um Out!* um fora no momento em que tocou esses documentos proibidos. Sem chance de escapar. Kehehekeheke.”
Otto: “Ele é terrível não importa como veja, esse cara!”
No fim voltaram ao mesmo ritmo com o qual começaram, porém Subaru tinha de ser agradecido por Otto. Por mais que nunca fosse dizer.
Otto: “Apenas lhe deixando saber, sou diferente de você, Natsuki-san, quem é aliado da Emilia-sama incondicionalmente. Nossa atual relação é meramente sustentada por um contrato com condições claras. Se vier a ter uma richa entre Emilia-sama e o o Marquês, escolherei meu lado propriamente após muita consideração sobre as ganhas e percas. Por favor, não me confunda com um santo.”
Subaru: “Você balancear suas chances entre a Emilia-tan e o Roswaal é mais um motivo para ter caído como um patinho. Vou encrustar a bondade da Emilia-tan no seu coração frio, vai vendo. —Escutou tudo que dissemos em alto e bom som?
Subaru virou sua cabeça para outra direção. A expressão de Otto se tornou boba, e seguiu a direção de Subaru. E onde olhavam estava,
???: “Humhumm… Quero dizer, afirmativo. Ouvi em… alto e bom som, Subaru-sama.”
Uma garota trajando uniforme de emprega de cabelo cor castanha estava lá, com um sorriso amável estampado no rosto. Essa fora a segunda mudança nesses dois dias na mansão.
Deixar Frederica para cuidar da mansão completamente sozinha (Subaru estava ajudando, no entanto, suas habilidades eram tão boas quanto meio-homem, sem contar seu corpo não completamente recuperado) parecia fisicamente impossível, então arrumaram uma mãozinha extra da vila Arlam. Surpreendentemente uma animada Petra Leyte foi contratada temporariamente.
Subaru: “Você ainda é tão pequena, e já tá fora de casa trabalhando como empregada. Você é incrível, Petra.”
Petra: “Já tenho doze anos, então já sou crescidinha e posso trabalhar… Quero dizer, adulta. Subaru-sama, por favor trate-me como uma adulta de respeito.”
Subaru: “Eu vou considerar se aprender a falar formalmente. Também depois que retirar o termo “temporário” do seu “trabalho temporário”, e só depois que conseguir um certificado oficial da Frederica. Até lá, vou te tratar como uma linda garotinha fofinha~”
Ele bagunçou o cabelo dela com tapinhas agressivos, e Petra acabpu por agarra-los. Não era exatamente o que esperava, mas imaginou ser melhor que ela o espancar ou cuspir.
Enfim, ela estava na idade que queria ser mais velha do que é, naquela que se anda nas pontas dos pés para parecer maior. Petra, com sua personalidade surpreendentemente forte, e sua própria forma de crescer, possuía um talento para empregada bem elevado. Por mais que não em todos os pontos, nos quesitos limpar e cozinhar ao lado de Frederica, havia passado Subaru há tempos.
…. Bem, Subaru realmente é inútil.
Então, ela os estava espiando do lado de fora do escritório, escutando a conversa. Ela estava, claro, agindo sob instruções de Subaru, obviamente mais uma parte de seu plano para atrair Otto em sua armadilha, cortando qualquer chance de escapar.
Notando tudo isso, a face de Otto ficou vermelha e ele encarou Subaru.
Otto: “Foi tudo uma…. uma arma-…. armação!?”
Subaru: “Nada pra se preocupar. Com uma terceira pessoa envolvida, suas últimas palavras estão oficialmente gravadas. Foi uma manipulação de amor no intuito de guardar seu testemunho para o júri mais tarde… pensa dessa forma.”
Otto: “Amor e manipulação não combinam na mesma frase!”
Segurando sua própria cabeça, Otto finalmente entendeu que não havia mais escapatória, queria gritar contra em seu estado meio devastado, contudo era tarde. Dando um sorriso para Otto, Subaru ergueu o polegar para Petra, que esperava na porta.
Subaru: “Bom trabalho, Petra! Mas a Frederica não vai encher seu saco por usar seu tempo livre dessa forma?”
Petra: “Bem, agora estou passando o tempo limpando o corredor. Usando mais do meu tempo ao polir a frente do escritório do Marquês, não serei repreendida.”
Subaru: “Você é bem manhosa~. Mesmo uma garotinha continua sendo uma mulher no fim…”
Escutando apenas a segunda metade das palavras emocionadas de Subaru, Petra alegremente relaxou as bochechas. Vendo suas reações previsíveis e atitude imutável, Subaru sabia que realmente havia algo em Petra que aquecia seu coração.
Petra, assim como Otto, era outro aliado fora da rede de influências de Roswaal.
Comparado a Otto não havia muito a fazer por Emilia, e sua importância e influência chegava a ser menor que a de Subaru. No entanto, não temia Emilia. No caminho de volta à mansão, amavelmente ficou ao lado dela. Subaru não esqueceria disso e, provavelmente, Emilia também não.
Talvez apenas por estar aqui, algum dia Emilia seria salva por esse ‘estar.’
Subaru: “Aliados nunca são demais. O que pode fazer não é um problema… e sim o que pretende fazer, e o que está disposto a fazer por essa pessoa. Afinal, se contasse o número de afazeres ao meu alcance, pegaria mal pra mim…”
Se seus méritos e deméritos fossem postos em uma balança, Subaru poderia facilmente contar nos dedos cada uma, e no fim resultaria em ter mais deméritos. Ainda assim, queria ser um aliado de Emilia, e por isso deveria usar as poucas habilidades em seu potencial máximo e continuar nesse caminho, de uma forma ou de outra.
Com uma atitude de ‘que se foda’, sem nada que pudesse para-lo, abraçando essa explicação otimista
Subaru: “Definitivamente somos pequenos, mas vamos fazer nosso melhor de agora em diante. Isso é o que somos, os primeiros membros da chapa Emilia!”
Subaru declarou enquanto fazia um punho e o jogava ao alto.
Vendo isso, tanto Petra quanto Otto, deixados de lado, olharam um para o outro e…
Otto: “Eu nunca disse ser parte da sua chapa, certo? Por favor não me entenda errado, okay?”
Petra: “Quero ser aliada da irmãzona também, mas não quero perder para ela no que é importante…”
Otto segurava sua cabeça chocado. Petra, juntando suas mãos por de trás das costas, baixou o rosto e murmurou hesitante.
Em todo caso, no fim, conseguiram chegar em um consenso com suas ambições. De modo que não haveria dúvidas entre eles. Sabiam exatamente o que estavam fazendo.
——Os dois dias antes de partirem rumo ao Santuário, mesmo sendo um pequeno passo em frente, possuíam uma pontada de realidade. E, pensando nisso, a espera chegou ao fim.
(N/T: Aqui não foi esclarecido pelo tradutor de japonês, mas pela forma como Subaru fala, imagino que tenha feito referência ao “Out!” do baseball, que basicamente significa “Fora!”. Então vou deixar em inglês)