De pé no telhado, abrindo a boca para revelar fileiras de dentes afiados e uma língua longa e serpenteante, o dragão preto estreitou os olhos dourados, continuando a dar uma risada afiada e sufocante.
A aparência do dragão negro se assemelhava a mesma forma exata como Subaru imaginava a espécie de um dragão.
Ele tinha a mesma aura de admiração por dragões de terra como Patrasche. Mas seu físico era maior e diferente.
Se os dragões terrestres tinham o mesmo tamanho que um dragão alado, este dragão era tão grande quanto um elefante.
Com esse físico o dragão negro não poderia ser capaz de voar. talvez suas asas fortes servissem apenas como um blefe.
Sim. O vôo deveria ser impossível.
Capella: “Ser arrebatada por esses olhares nojentos, não é nem um pouco excitante e muito menos agradável seus pedaços de carne~. Ah, isso é horrendo, sendo vista com estes olhos por criaturas como vocês, que só conseguem pensar em gratificação sexual! Então, definitivamente não irei me aproximar de vocês.”
Abrindo e abanando suas asas em direção ao chão, uma rajada de vento foi lançada. Espichando a língua vermelha e esvoaçada para fora como se estivesse lambendo os lábios, o dragão negro Capella deu um sorriso torcido. A expressão daquele ser era horripilante.
Devido à barreira do idioma, a comunicação com os dragões era bem restrita à interpretação. Patrasche era um exemplo disso. Como ela era bastante expressiva, suas atitudes severas eram agradáveis. No entanto, esse dragão não emanou nada além de repulsa e crueldade.
Subaru: “… Nunca vi algo assim… Dragões podem falar?”
Julius: “Tendo vivido durante anos, os dragões são extremamentes inteligentes e são capazes de entender bem a linguagem humana. O dragão padroeiro de Lugnica, Volcanica, que estabeleceu uma aliança com o reino, pode se comunicar com a humanidade através da linguagem. No entanto, nunca ouvi falar de nenhum outro dragão capaz de usar essa capacidade.”
O cavaleiro de cabelos roxos deu uma resposta detalhada à pergunta de Subaru.
Enquanto permanecia com sua espada erguida sobre os ombros, sem desviar o olhar do dragão negro, ele permaneceu alerta assim como os outros.
Em frente deles, estavam dois espadachins com uma força notável, e logo atrás um enorme dragão que se autodenominava o Arcebispo da Luxúria.
Seu desconforto inicial se transformou em uma parede de tensão.
Subaru: “No mínimo temos uma chance de lidar com os espadachins…”
De pé na frente deles, a mulher que empunhava sua lâmina sem nenhuma falha na postura, e o gigante, que agitava suas espadas freneticamente.
Embora a extensão da força da espadachim fosse desconhecida, o gigante havia dado brechas para melhor entendimento de uma de suas fraquezas. O gigante havia escolhido receber o ataque de Ricardo diretamente. Desnecessário dizer que não foi por falta de ação, mas sim porque ele tinha uma estratégia em mente. Ataques a longa distância, seu plano desencadeado anteriormente fez com que o gigante recuasse, ou seja, essa estratégia ainda seria incrivelmente eficiente.
O grupo de Subaru tinha a vantagem sobre os espadachins se planejasse um ataque à distância. No entanto o problema era,
Subaru: “Existe alguém aqui que já lutou com um dragão antes?”
Wilhelm: “Sim.”
Subaru: “Wilhelm-san… sério?”
Embora Subaru tivesse feito uma pergunta sem esperança, quem cortou esse sentimento foi Wilhelm com uma afirmação. O velho espadachim se virou para o Subaru surpreso.
Wilhelm: “Quase há 40 anos fui enviado para subjugar um dragão do mal chamado Valgren, que apareceu no sul de Lugnica. O ocorrido causou tensão por causa de sua proximidade com Vollachia.”
Subaru: “Pondo de lado as ramificações diplomáticas, como foi a experiência de combater um dragão?”
Wilhelm: “Mais de 10% de nossos cavaleiros foram enviados para a batalha, e embora a cruzada tenha sido bem sucedida, 40% desses cavaleiros foram mortos. A cruzada teve êxito, mas o resultado foi considerável.”
Subaru: “Parece que a nossa situação é bastante desesperadora.”
Vendo a reação desesperada de Subaru, Wilhelm continuou…
Wilhelm: “Em comparação com Valgren, este dragão é menor em relação ao tamanho. Deve morrer ao ser decapitado.”
Subaru: “E Valgren não precisou ser decapitado?”
Wilhelm: “Valgren tinha um total de três cabeças que precisavam ser removidas.”
Depois de terminar de falar daquela batalha distante, Wilhelm apertou com força a espada. Então decapitar o dragão certamente o mataria, e isso era um alívio.
Vendo a postura de Wilhelm, Subaru também se pôs em posição de batalha, com o chicote na mão. Capella pareceu surpresa diante da negação de ceder.
Capella: “Ora, ora, ora, meu Deus, vocês são todos tão nojentos! Estão a beira da derrota! Além dos meus reforços, vocês estão enfrentando um Arcebispo! Vocês, criaturas podres, parecem não conhecerem seus lugares. Parece que eu estive julgando vocês na classe de insetos errada, seus ratos! Kyahahahaha!”
Garfiel: “Pare de brincadeira! O que você pode fazer contra nós?! Meu eu espantoso irá até aí acabar com você!”
Capella: “Kyahahaha, o latido deste cão raivoso está machucando meus ouvidos sagrados. Ou melhor, cão raivoso não… é apenas um gatinho insignificante. Miau~, miau~, miau~, não fique com raiva só porque aquele gatinho patético morreu!”
Garfiel: “Q-quê?”
Diante daqueles insultos cruéis, Garfiel gritou, mas se engasgou com a resposta dada por ela.
O dragão estava claramente se referindo à derrota anterior de Garfiel, onde quase havia sido espancado até a morte. Pelo jeito, Capella estava assistindo a luta. Mas o que chamou a atenção acima disso era,
Garfiel: “Sua desgraçada. Como você sabe que meu eu incrível é meio-humano?”
Capella: “Hah? Como eu sei? É óbvio. Não fique cheio de si assim. Em você nem mesmo um fio de cabelo me interessa. Eu pude saber que você era um mestiço imundo assim que pus meus olhos em você. Morra do mesmo modo como viveu sua vida miserável, como um animal degenerado!”
Falando maldições indescritivelmente cruéis, Capella se virou para o resto do grupo, farejando o ar.
Capella: “Que fedor! Que fedor! Vocês, pedaços de carne, cheiram a podridão! Podre! Lixo!”
Capella lançou seus comentários tóxicos enquanto se virou lentamente para encarar Crusch.
Uma luz pegajosa e desagradável entrou em seus olhos enquanto ela fazia beicinho, encarando a figura de Crusch. Quando Capella começou a falar novamente sua voz era quase agradável.
Capella: “Mas misturado no meio de todo esse lixo, existe um pedaço de carne tão atraente. Esse cheiro é o melhor! Que beleza! Que corpo! Esse apelo! Ah, eu realmente quero quebrá-lo com minhas próprias mãos!”
Capella ficou fascinada, falando mançamente com um tom de voz parecendo suave e agradável.
Crusch: “Já chega!”
Capella: “Ahh?”
Inclinando-se para Crusch como se quissesse lambê-la de cima a baixo, o dragão negro a encarou. Nesse momento, a aura de raiva que emanava dela fez o dragão roumper seu movimento. Ainda observando os movimentos de Crusch, o dragão franziu as sobrancelhas escamosas impaciente.
Julius, que se aproximou de Crusch enquanto estava distraída, lançou um ataque de seus meios espíritos direto no rosto do dragão.
Julius: “Seja queimada pela minha luz. El Plailium!”
Cada um brilhando com uma cor diferente, os seis meio espirítos de Julius dispararam um feixe de luz para cima, e quando aquele brilho atingiu Capella, ela começou a gritar.
Capella: “Gaaaahh!”
Julius: “Esse é o preço de sua tagarelice abusiva. Se você tivesse alguma habilidade real, não diria tantas bobagens.”
Com o grito agudo de Capella, os dois espadachins que permanceram em silêncio e inalterados pisaram no chão com força e se moveram em direção ao grupo de Subaru.
Wilhelm: “Pare aí!”
Garfiel: “Maldito!”
Wilhelm voou em direção à mulher espadachim, enquanto Garfiel enfrentava as lâminas gêmeas do gigante com seus escudos.
Wilhelm: “Não vá, mostre-me sua esgrima!”
Quando ela começou a recuar após o primeiro golpe, Wilhelm a interrompeu com um ataque repentino.
Embora Wilhelm fosse velho, suas habilidades furtivas eram astutas, era isso que o tornava invencível. Uma investida dessas era praticamente considerada impossível de escapar aos olhos do Subaru.
A lâmina afiada do velho espadachim cortou de cima a baixo com a violência de uma tempestade. O comprimento da lâmina da mulher não a conduzia a uma ação rápida, o que não a ajudou muito em sua defesa, enquanto Wilhelm dava golpe atrás de golpe.
Mesmo assim, a mulher se mostrou assustadora. Ela habilmente se esquivou de qualquer ataque que não conseguisse defender com sua espada, e com facilidade e prática, conseguiu recuperar o equilíbrio.
Cada ataque que ele desencadeava servia apenas para mostrar que o corpo da mulher foi feito especificamente para momentos violentos como esse, assim como sua espada que obedecia a cada comando. Eram uma dupla perfeita.
A habilidade de Wilhelm foi suficiente para ele desafiar a baleia branca, mas o nível de agilidade entre o monstro e essa mulher eram infinitamente diferentes. E com essas habilidades, a mulher foi suficiente para pressionar Wilhelm.
Wilhelm: “Gooah!”
Mulher: “–“
Emitindo um rugido, a rotação dos balanços e ataques cortantes de Wilhelm aumentou em velocidade.
Seu corpo, embora fosse velho, tinha táticas bem aprimoradas. Sua esgrima era o ápice da esgrima, a maioria dos jovens espadachins jamais poderiam se igular à ele.
Sua lâmina era como um flash, ele voou pelo ar, prestes a achatar o corpo da mulher contra o chão, mas ainda assim ela permanecia com sua expressão vazia e endurecida esperando bravamente para resistir a qualquer ataque.
Sem palavras, sem um único ruído, a mulher era como uma boneca cujo o único propósito era a batalha.
As colisões de aço irromperam no ar como uma explosão.
A esgrima de cada lado era limpa, pura e única, além dos diversos ataques em seus respectivos alvos, nenhuma destruição necessária ocorria.
Os dois voavam livremente em sua solitária dança de esgrima.
Wilhelm: “Hah!”
Mulher: “–“
– Este era o reino sagrado de seu duelo, e intrusos não poderiam ser tolerados.
E não muito longe dali, outra batalha selvagem acontecia.
Garfiel: “Há! Ryaa!”
Rugindo enquanto flexionava os músculos, Garfiel desviava dos ataques do gigante.
Paralisado pela tontura, ele contra-atacou, batendo, rugindo, saltando, correndo.
Ao contrário da batalha elegante que acontecia ao lado deles, essa foi marcada pelo caos e brutalidade.
Embora o gigante pudesse ser chamado de espadachim, seu estilo de luta podia se assemelhar ao de um bárbaro ou a igual a um animal qualquer.
E da mesma forma, Garfiel lutou sem reverências e etiquetas.
O estilo de luta de Garfiel era selvagem e animalesco. Era uma violência absurda, sendo apenas Garfiel capaz de desencadear tal brutalidade, já que dependia de seu instinto, nenhum outro poderia igualá-lo ao seu estilo de luta.
Esse duelo selvagem sem dúvida era sobre resistência; o oponente que se cansar primeiro perde. Portanto, o sucesso era incrivelmente variável.
Essas espadas gigantes eram tão pesadas que certamente um golpe direto quebraria facilmente os cotovelos de Garfiel, caso ele não ussasse proteção.
Garfiel precisava usar seus escudos vinculados com seus braços. Segurando-o igualmente bloqueando a enorme espada, Garfiel permitiu que ela deslize sobre o escudo, assim evitando-a e empurrando-a de volta, afastando a lâmina.
Os movimentos imprevisíveis do gigante não eram mera barbárie, mas ele não usou o menor truque, seus ataques foram chocantemente diretos e poderosos. Isso não poderia ser considerado como um poder. O gigante obviamente devia ter praticado milhões de vezes para obter tamanha força.
Se houvesse um único movimento errado, a lâmina do gigante partiria tanto o escudo prata quanto o próprio Garfiel ao meio.
Garfiel: “… Não brinque comigo!”
Garfiel estava fazendo todo possível para combater a força da grande pressão que emanava das duas enormes lâminas do gigante.
Quando ele atacou de cima, igualmente uma força veio dos lados, imediatamente seguido de baixo, e Garfiel aparou todos eles. E sobre uma brecha, a enorme mão do gigante atacou o braço de Garfiel, forçando-o a recuar.
O problema era que, além das outras duas mãos que empunhavam as duas espadas, haviam outros 6 braços.
A defesa de Garfiel poderia ser perfurada por um terceiro ataque, e para isso o gigante começou a usar não dois, mas três braços para empunhar as espadas.
Garfiel tinha a vantagem na velocidade, mas o gigante tinha uma força muito superior a dele.
Quando seu queixo era atingido, e enquanto ele bloqueava aquelas espadas enormes, seus joelhos foram chutados, fazendo seu corpo despencar em direção ao chão. Mais quatro golpes se seguiram, no entanto Garfiel se conteve enquanto ele caía, e então finalmente conseguiu bloquear um dos ataques, firmando os pés fortemente no chão.
Ossos quebrados, sangue escorrendo e gritos dolorosos; era disso que era composto esse campo de batalha selvagem. Subaru apenas assistia aos guerreiros apaixonados, enquanto se via impossibilitado de interferir naquele caos.
Subaru: “–“
De um lado um silencioso, o duelo de Wilhelm, e do outro, a batalha caótica de Garfiel.
Subaru e Crusch prenderam a respiração incapazes de se intrometerem no meio da luta de ambos os lados. Não por se sentirem impotentes, mas por estarem impressionados demais com o espírito de luta de ambos os lados.
No entanto, diferente de Subaru que estava submerso em admiração…
Ricardo: “Isso não é bom! Precisamos agir logo!”
Ricardo, que estava examinando a magia de Julius, deu um passo à frente. E vendo suas intenções, Subaru começou a se mover também, mas,
Crusch: “Subaru-sama!”
Ricardo: “Abaixe-se!”
Sentindo um puxão repentino pelo colarinho, Subaru se viu sendo arrastado por Crusch quando caiu no chão. Ricardo ficou na frente dos dois os protegendo soltando um rugido feroz.
Ricardo: “Wwaaaaaaahh…!”
As fortes ondas sonoras sacudiram a atmosfera, criando uma força invisível de destruição.
Essa onda sonora estrondosa era a mesma que Mimi e seus irmãos usaram contra a baleia branca. Essa era uma habilidade poderosa que acabaria com qualquer um em um piscar de olhos. E Ricardo, que desencadeou o ataque, refletiu uma chama negra que se aproximou do grupo.
Refletida de volta para o indivíduo que desencadeou o ataque das sombras brilhante, Subaru pareceu chocado.
Aquela chama negra se espalhou na face daquela onda. A natureza daquelas chamas ficaram ainda mais assustadoras quando entraram em contato com as folhas do jardim que se desfizeram em cinzas e caíram sobre o chão do parque.
Qualquer coisa que as chamas tocassem iriam se desfazer em cinzas. No entanto, a verdadeira surpresa nessas chamas residuais era…
Subaru: “O fogo… não está apagando?”
Cinzas negras caíram no chão de ardósia, mas o fogo ainda permaceneu queimando sem nenhum sustento. As chamas continuaram a arder quando se esticaram e se alastraram em volta da fonte.
Até mesmo a água foi tomada pela chama ardente. Como se tivesse pingado uma gota de óleo na água, o fogo se alastrou e saltou alto, como se mostrasse sua superioridade.
Ricardo: “Irmão, quanto tempo você pretende ficar aí?”
Julius: “Subaru, não importa como as coisas estejam, mesmo se você olhar para sua condição… ser protegido por uma mulher é…”
Ricardo e Julius ofereceram suas palavras desanimadoras para Subaru, que ainda se recuperava do choque ao ver as chamas. Do ponto de vista dos dois, Subaru estava deitado sobre o chão sendo protegido por Crusch que tentava evitar qualquer dano.
Subaru: “Wah!”
Crusch: “É ótimo que você esteja bem. Não se preocupe, fique tranquilo, vou abster-me de dizer qualquer coisa sobre isso a Ferris ou Emilia-sama.”
Subaru: “Me sinto ainda mais envergonhado por estar aliviado!”
Crusch levantou Subaru, colocando-o de pé, acrescentando mais um ponto à vergonha do garoto.
Afastando-se, Subaru olhou para a fonte onde permanecia sendo tomada pela chama negra. Capella estava franzindo as sobrancelhas.
Subaru não conseguiu sentir nada vindo dela a não ser uma expressão de nojo.
Capella: “Nojento, nojento! Não me olhe com um olhar tão desanimado! Não me viole com seus olhos sujos!
Subaru: “Como…”
Apesar de ter sido atacada pela magia de Julius, Capella agiu como se nada tivesse acontecido. No entanto, isso não significava que ela não havia sofrido danos. Ela certamente sofreu danos consideráveis do ataque dele.
A asa direita do dragão havia sido queimada, até que não passasse de um pedaço de carne ensanguentada. Os quase meio-espiritos que realizaram a magia atingiram o corpo do dragão. O lado direito do rosto do dragão foi arrancado. As asas estavam queimadas; seu abdômen queimado e derretido; sua língua que adorava ridicularizar as pessoas havia sido cortada; e seus olhos balançavam livremente não mais segurados pela órbita. Literalmente parecia um mero cadáver.
Diante da visão que se seguia, Subaru engoliu em seco. Julius e Ricardo franziram as sombrancelhas, e Crusch prendeu a respiração, mas isso não era por causa do estado lamentável do dragão.
– E sim devido a sua carne escamosa maltratada se regenerando.
Ossos derretidos voltaram a crescer, músculos destruídos, e o couro carnudo todo cortado; o corpo destruído de Capella voltou a se regenerar em uma velocidade alarmante.
O calor impossível da regeneração fez o sangue fluido pelas escamas evaporarem sem deixar vestígios.
Capella: “Agora, depois de terem visto até meus adoráveis órgãos internos, vocês estão satisfeitos? Vocês do grupo de lixos podres ficaram excitados ao verem minha metamorfose? Kyagahaha!”
Subaru: “Como… isso aconteceu?”
Capella: “Você não viu? Você não deveria ser capaz de chegar a conclusão a primeira vista? Você é cego e burro? Mas não se preocupe, essa senhora generosa e compassiva lhe responderá. Como pode ver, sou imortal!”
Imortal – essa era a explicação mais simples e absoluta de seu poder.
Subaru não pôde deixar de engolir em seco na descrição do poder de Capella.
O pensamento de que ela estava blefando passou pela mente pensativa de Subaru. Na verdade isso seria bem reconfortante.
Subaru: “Não é nada além de uma capacidade de regeneração rápida…”
Capella: “Chame como quiser, não sou capaz de descrever o quão absurdo é. É tão imortal.”
Subaru: “–“
Diante da afirmação infundada de Capella, Subaru permaceneu em silêncio não sabendo se o que ela dizia era verdade.
Capella: “Meu Deus, você não consegue nem falar! Olhe essas suas expressões de ovos podres nojentos! Sua carne podre e imunda! Morram! Não conseguem nem falar diante de mim. Todos deviam morrer! Exceto eu, claro! – Ah, espere…”
De repente, Capella interrompeu suas próprias palavras. Ela abriu as asas agitadas levemente sobre o telhado da prefeitura. Pensando que ela estava se preparando para atacá-los, Subaru se preparou para o ataque dela, contudo,
Capella: “Parece que o tempo acabou… Preciso ir fazer a próxima transmissão, então voltarei para dentro. Conversar com vocês é apenas perda de tempo. Fiquem aqui e morram, apodreçam no inferno!”
Subaru: “H-huh?”
Desejando a morte do grupo, de repente como se perdesse o interesse, Capella bocejou e pousou vigorosamente sobre o corredor, onde Subaru a perdeu de vista enquanto a sombra negra desaparecia.
Ele não pôde deixar de considerar se isso era uma tática para atrair a atenção de seus inimigos –
Julius: “Ela pode estar tentando nos atrair… mas se caso o que ela disse for verdade, não podemos deixar que faça a transmissão.”
Subaru: “Se ela transmitir agora, a cidade entrará em pânico. Todos vão descobrir o que estamos fazendo. Temos que impedi-la.”
Esse palpite repentino o fez considerar.
Além disso, como Capella conseguiu entrar no interior da prefeitura? Embora ele não soubesse o tamanho do interior da sala de transmissão, parecia que ela destruíria tudo com apenas um movimento. Mas ele não poderia pensar sobre isso agora.
Ricardo: “Muito bem, eu ficarei aqui com esses dois para lidar com os outros caras. Irmão, você vai entrar com Jul-chan e Crusch-san.”
Ricardo deu instruções a Subaru, que lançou um olhar questionador às palavras decisivas dele.
Ricardo: “Esses dois espadachins são demais para você e Crusch-san lidarem, e eu não sou bom em lidar com ações internas. Julius pode lidar com isso muito melhor.”
Julius: “Um julgamento muito adequado. Para ser sincero, ficaria preocupado em deixar apenas Garfiel e Wilhelm aqui, então estou confiando essa situação a você também, Ricardo.”
Ricardo: “Claro, não vou decepcionar.”
Julius e Ricardo assentiram um para o outro em concordância, sem deixar vestígios de dúvidas.
Sendo da mesma facção, os dois poderiam comunicar suas verdadeiras intenções apenas com uma troca de olhar.
Subaru: “Garfiel, você está proibido de perder. Após recuperarmos a prefeitura e derrotar a Luxúria, precisarei de você vivo para salvarmos Emilia, está me ouvindo?!”
Garfiel: “Não tenho tempo para negociar um plano com você agora, capitão.”
Subaru falou com Garfiel, que ainda estava envolvido em sua batalha caótica. Ao lado dele, Crusch levantou a mão a erguendo em direção a sua boca, apontando sua voz em direção a Wilhelm.
Crusch: “Wilhelm, vou deixar isso com você por enquanto!”
Wilhelm: “Não precisa se preocupar.”
Wilhelm deu uma breve resposta às palavras de sua mestre.
Ambos se comprometeram e confiaram um ao outro, e então, liderados por Subaru, Crusch e Julius começaram a correr.
Subaru, a fim de impedir a transmissão até a cidade para evitar novos tumultos, correu junto de Crusch e Julius até a entrada principal em direção ao interior da prefeitura.
As duas figuras que guardavam o prédio responderam a essa ação, renunciando seus oponentes atuais pelo grupo em fuga de Subaru.
Ricardo: “Ficar distraído em um momento desses só torna as coisas mais fáceis pra mim, hà!”
Seu grito altamente feroz criou ondas sonoras destrutivas que varreram as pequenas pedras espalhadas no chão, e o gigante e a mulher vacilaram ligeiramente. Embora o poder das ondas estrondosas tivesse começado a diminuir, elas ainda foram eficazes em deter os dois.
Atrás deles, seus oponentes haviam os alcançado com desprezo nos olhos.
Wilhelm: “Que descortês me ignorar quando tem toda minha atenção.”
Garfiel: “Não vire o traseiro para o seu oponente a menos que queira ser morto!”
Cortando e fatiando, apunhalando e golpeando, os duelos caóticos na praça continuaram.
Incapaz de ouvir os sons que aconteciam lá, Subaru correu para a entrada da prefeitura.
Subaru: “Onde seria a sala de transmissão?”
Crusch: “Não sei ao certo, mas acho que seria no último andar do prédio, no nível mais alto, para que o som possa chegar o mais longe possível.”
Julius: “Pode haver emboscadas ao longo do caminho, tomem cuidado.”
Passando pela entrada principal, eles entraram na prefeitura.
Um lugar que deveria estar lotado, com uma adorável senhora prestando serviço na recepção, com luzes brilhantes colorindo o ambiente, agora estava mal iluminado.
Felizmente, não havia cultistas permeando o lugar, muito menos cadáveres espalhados pelo chão.
Subaru: “Vamos, vamos, deve ter algum mapa em algum lugar para nos mostrar a localização da sala!”
Julius: “Se pudermos, também gostaria de confirmar a segurança da equipe daqui. Embora isso pareça um pouco impossível agora…”
Subaru: “Aqui é…”
Subaru verificou o central de ajuda e sem surpresas descobriu que não tinha ninguém lá, então ele apontou para as escadas. Julius subiu os degraus da escada em silêncio observando o local calmamente, e então balançou a cabeça gentilmente e seus passos cessaram.
Crusch o seguiu com a testa franzida e ao traçar o olhar dele, a expressão dela tremeu.
Vendo a reação dos dois, Subaru os seguiu e juntando-se a eles e vendo o mesmo, ele prendeu a respiração.
Com passos arrastados e estridentes, uma figura apareceu. Espiando pelas escadas, surgiu uma criança com um sorriso diabólico.
Tinha um físico pequeno, um rosto infantil, evocando uma imagem de juventude, a primeira vista parecia somente uma criança.
Mas isso existia só na aparência. Seus cabelos castanhos escuros estavam soltos e sujos; seu corpo era envolvido em um único pano, dando a ele uma aparência sombria; seus olhos amarelos pareciam conter todos os venenos do mundo – eles claramente não eram os olhos de um ser humano.
Obviamente não era uma pessoa normal.
???: “Tão feliz, muito feliz, estou muito feliz, muito feliz, por causa dessa felicidade, tanta felicidade, muita felicidade, felicidade incrivelmente incrível, isso merece uma festa. Sim, um banquete! Tem sido uma espera triste e sofrida de estômago vazio! Portanto, a primeira mordida deve ser deliciosa para compensar o tempo perdido!”
Do fundo do seu coração, o garoto descalço parecia estar profundamente feliz.
Enquanto ele falava, revelou fileiras de dentes amarelos afiados da mesma estatura que um dente canino. Vendo aquela atitude, com seu discurso exagerado, a mente de Subaru começou a o incomodar.
Se isso não fosse apenas sua imaginação, se a raiva fervente dentro dele realmente estivesse correta, então a pessoa diante dele,
Subaru: “Se você é apenas um garoto qualquer travesso, explique-se rapidamente. Não temos muito tempo a perder. Se esse for o caso, deixaremos você ir… Senão, apresse-se e se apresente.”
Subaru forçou-se a se acalmar falando num tom calmo, e como se zombasse da atitude de Subaru, o garoto torceu o rosto juvenil em uma risada estridente e zombeteira e respondeu,
???: “Você realmente está nos confrontando com essa atitude? Isso é desagradável de se presenciar.”
Subaru: “Isso já é suficiente. Posso ver que você é meu inimigo.”
???: “Nós somos o Arcebispo do Pecado da Gula do Culto da Bruxa, Roy Alphard.”
Subaru: “Gula!”
Assim que a criança alegou ser a Gula, Subaru atacou com seu chicote. Cortando impiedosamente o ar, o chicote mirou no rosto do garoto contudo,
Roy: “Dificilmente encontramos pessoas que desejam ser mordidas por nós! Isso é divertido!”
Falando descaradamente, a Gula rompeu o ataque de Subaru, enquanto mordia a ponta do chicote com seus dentes afiados.