――Havia uma mulher completamente sozinha.
Oprimida era a mulher; por sua família, seu clã, sua raça, aqueles que deveriam tê-la amado. Todos a viam com desdém, todos a isolavam.
Expectativas foram depositadas nessa mulher antes mesmo dela nascer. Lamentavelmente, seu nascimento tornou-a uma traidora para eles.
Sobrou apenas tristeza e desânimo; à ela foi concedido apenas desprezo e escárnio. Eram essas as únicas posses da mulher.
Havia um profundo desejo de seu clã. Trazer o símbolo de sua antiga glória e prosperidade, a segunda vinda de seu fundador, a quem eles chamavam de deus.
Todo tipo de arte secreta e atrocidades inumanas impenetráveis, o número de tabus cometidos, todos os seus frutos foram a mulher.
Entretanto, o nascimento da mulher traíra seu desejo mais profundo, e o clã abandonou a mulher com decepção e desespero.
Homem do clã: “Vá a algum lugar viver e morrer, porque este é o seu pecado”.
Abandonada por sua família e por sua raça, ela foi liberta nos campos ainda criança.
Rejeitada sem nenhum meio de sobrevivência, a criança não deveria ter sobrevivido.
Porém, mesmo que não tivesse como sobreviver, ela possuía a força para isso.
Ironicamente, era a festa daquilo que tinha traído o desejo mais profundo do clã, os tabus e ofensas que eles haviam cometido.
Sem conhecer palavra alguma, desprovida de todo conhecimento, obedecendo meramente a seus instintos, a mulher sobrevivera para viver uma longa vida nos campos
Matando bestas, bebendo de seu sangue vital, rastejando na terra, provando de água lamacenta.
Antes que um longo tempo passasse, a criança se tornara uma jovem menina, a jovem menina se tornara uma mulher e ficou difícil viver nos campos.
Ao ouvir os rumores de que uma mulher vivendo nas montanhas como se fosse uma besta, os homens perseguiram aquela vida, e a mulher fora capturada.
Era bela, e os homens se abstiveram de tirar sua vida, e a mulher cativa fora mantida por eles.
Enquanto também – sim! – tornava-se um entre os homens, a consciência da mulher gradualmente desceu dos campos para um ambiente humano.
Perdendo a necessidade de lutar para sobreviver, exposta aos desejos dos homens, dias de uma vida simples.
A mulher, eventualmente, deitada sobre a cama, conquistou coisas as quais os homens não haviam se familiarizado.
Palavras, conhecimento, meios de vida e emoções.
O modo com que era tratada finalmente mudou, e com adornos dados para o seu corpo, a mulher era tratada como uma jóia preciosa.
Nesses dias, a mulher teve pensamentos estranhos acerca dos homens.
Fosse isso algo parecido com gratidão ou obrigação, a mulher não tinha como entender.
Enquanto detinha esses pensamentos, a mulher quebrou os pescoços de todos os homens que habitavam a residência.
Facilmente, num só fôlego, sem fazê-los sofrer, em um instante, agrupando-os todos juntos, ela os remeteu ao esquecimento.
Escapando da residência, caminhando em direção aos campos, sem nenhuma sombra de dúvidas, a mulher retornou à sua cidade natal.
A mulher tinha pensamentos estranhos acerca da raça que residia ali, o clã que possuía o mesmo sangue que ela, o povo que tinha corpos distantemente maiores que o dela.
A mulher não percebera que eles tinham sentimentos de ódio e desejo de vingança.
Seus choros e gemidos, suas vozes implorando por perdão eram bem emocionantes. A mulher sorriu sinceramente pela primeira vez.
Mulher: “Caiam aqui e morram uma morte cruel ―― porque, vejam, é este o teu pecado.”
Para que pudesse preservar este júbilo, um após o outro, a própria mulher aniquilou o desejo mais profundo de sua raça, sangue de seu sangue, seu clã.
Respeitosamente, sem deixar ou poupar nenhum, seguindo seu próprio ritmo, um por vez, convicta.
Logo, quando toda sua raça estava morta, quando toda e qualquer coisa havia chegado ao seu fim, a mulher retornou à residência onde vivia com os homens.
Embora tenha abandonado os cadáveres dos de sua própria raça, a mulher enterrou os corpos dos homens com cortesia.
E quando ela estava sozinha na residência, a mulher respirou profundamente.
Era o descanso, tranquilidade, a mulher, pela primeira vez, experimentou puro êxtase.
Ninguém a incomodaria agora. Pensar e agir, ambos eram fúteis, então ela simplesmente cairia no sono.
――A escadaria que levou ao 2ª Andar『Electra』deveria a ser chamada de A Grande Escadaria, devido à sua grande presença.
Em comparação com a escada em espiral usada para ir do 6° ao 5° andar e, além disso, ao 4°, a Grande Escadaria era muito mais larga, e muito mais longa.
Como ocupava o espaço de uma sala inteira, eles sentiam a sensação intimidante da escadaria.
O que deveria ser uma sala vazia, agora era a Grande Escadaria.
Com ela na frente, Subaru dobrou seus braços e suspirou. Então..,
Subaru: “Parece que faz muito tempo que viemos aqui pela última vez”.
Emilia: “Eh? Acabamos de encontrar a escada. O que está errado de repente?”
Os olhos de Emilia se alargaram de surpresa com a observação de Subaru.
Subaru balançou a cabeça e se voltou para seus companheiros, que juntos experimentaram a grosseria geral que o criador da Torre exalava.
Ele sentiu um pouco de paz ao ver seus rostos inalterados.
Beatrice: “――? Subaru, por que você está enrolando os dedos ao redor dos de Betty”?
Subaru: “Meio que queria sentir que estou realmente aqui… Ahem, estou bem. Foi mal”.
Diante de uma suspeita crescente em seu rosto, Subaru forçou um sorriso para Beatrice, mas ainda assim manteve sua mão na dela.
Então, ele se virou e apontou para a Grande Escadaria.
Subaru: “Agora, voltando ao caminho certo… A Grande Escada sempre esteve aqui, e ninguém realmente notou, não é o que parece aqui, certo?
Julius: “Creio que é impensável não ter notado um espetáculo tão óbvio. No entanto, se fosse limitado apenas a esta sala, então não posso negar esta possibilidade”.
Subaru: “Como é que é?”
Anastasia: “Essa incerteza no meio da exploração, hein? Eu entendo isso”.
Tomando a dúvida de Subaru a passos largos, a dupla Mestre-Servo de Anastasia e Julius acenou com a cabeça em concordância. Vendo isso, Subaru inclinou levemente a cabeça, enquanto Emília levantou a mão.
Emilia: “Sobre quando Subaru ainda dormia, todos nós nos reunimos no 4° andar. Rem e Patrasche estavam descansando na Sala Verde, e nós estávamos desafiando o quebra-cabeça no 3° andar, então, estávamos andando para ver onde poderíamos colocar nossa bagagem…”
Beatrice: “Todos nós, inconscientemente, estávamos evitando esta sala. Olhando para trás…”
Subaru: “Então talvez, algo de fora estava bloqueando esta sala, ou algo assim”…
O que Emilia começou foi continuado por Beatrice, enquanto Subaru o levou a sua conclusão. Tanto Emilia como Beatrice acenaram com a cabeça para essa teoria, e Anastasia e Julius concordaram com ela.
Uma vez descoberta a Grande Escadaria, todos pensaram na sala, e notaram o bloqueio mental… Se este fosse o caso, então talvez a Grande Escada estivesse sempre presente nesta sala, e havia algum tipo de magia que a camuflava para que não pudesse ser notada.
Subaru: “Bem, se não fosse por isso, quando terminamos de resolver o quebra-cabeça da laje do 3° andar, se houvesse alguém nesta sala, eles poderiam ter ficado achatados pelo súbito aparecimento das escadas”.
Julius: “Subaru, não é uma laje, é um monólito. Vamos nos referir a ele da mesma maneira. Eu gostaria de evitar confusões”.
Subaru: “Monólito, monólito, monólito! Satisfeito? Vamos continuar”.
Embora Julius parecesse insatisfeito com a resposta apática de Subaru, Subaru estava farto dela, por isso o ignorou. Ele se voltou para os dois que não haviam participado da conversa até agora – Shaula, que estava brincando ao lado da escada, e Meili, que estava de costas para ela.
Shaula: “Mn? Alguma coisa acontecendo, Mestre? Ah! Será que… é a minha vez de ser útil!? Eu farei qualquer coisa pelo Mestre! Eu até me tornarei seu fiador”!
Subaru: “Você, você não entende nada do que está dizendo, entende? Isso não é algo que você deva se tornar, mesmo que seja sua mãe, seu pai, seu irmão ou até mesmo seu amigo lhe dizendo para fazer isso. Só para o caso de eu perguntar, então, você sabia…”.
Shaula: “Definitivamente, eu vivo aqui há algumas centenas de anos, mas esta é a primeira vez que estou vendo estas escadas”!
Subaru: “Meili, é bom brincar por aí. Puxe a cauda do escorpião com força”.
Meili: “Eu o faria mesmo que você não me diga, onii-san”.
Shaula: “Dói, dói, dói, dói”
Como sempre, Shaula era inútil quando se tratava de conquistar a Torre. Deixando-a para Meili para puni-la de acordo, Subaru olhou novamente para a Grande Escadaria.
Ao contrário do par que levava até o 4° andar, a Grande Escadaria não tinha a forma de espiral. Normalmente, uma escada seria um caminho singular que levaria até o próximo andar. Entretanto, para esta em particular, atravessar o 3° andar, e levar diretamente ao 2°, era algo que parecia estranho para a Torre, dada a sua forma. Seria de se pensar que, posteriormente, a estrutura faria com que o piso se projetasse para fora da Torre.
Subaru: “Talvez esteja compensando isso usando o poder do mistério…
Emilia: “Ou talvez apenas pareça que leva ao 2° andar, mas vai para um lugar completamente diferente… Isso seria muito mau?”
Subaru: “Tenho medo que a pureza de Emilia-tan seja manchada pela horrível personalidade do criador da Torre. Eu quero conquistar este lugar o mais rápido possível”.
Emilia: “――?”
Emilia inclinou sua cabeça para o lado, não compreendendo muito bem. No entanto, foi Emilia quem encontrou esta Grande Escada, e foi ela também quem descobriu uma importante dica para resolver o mistério do 3° andar.
O edifício chamado Torre de Vigia Pleiades, ou melhor, a Grande Biblioteca Pleiades, tinha uma série de artifícios muito desagradáveis que refletiam a personalidade do seu criador.
Embora fosse muito confiável com ela resolvendo obstáculos um após o outro, Subaru, que queria passar seus dias em paz com ela, temia que sua personalidade pudesse ficar distorcida por causa disso.
Subaru: “Dizendo isso, nosso ritmo tem sido bastante agradável até agora. Eu limpei o Teste do 3° andar na minha primeira tentativa, e já estamos em 1/3 da conquista da Torre em menos de três dias também”.
Beatrice: “Comparado com como não houve progresso em 400 anos, este seria um excelente ritmo, eu suponho”.
Subaru: “É bastante bom, pensando assim… Mas então, eu sou o tipo de cara incrível que está avançando na história que tem empatado nos últimos centenas de anos. Como um amante da história, meu jogo de palavras de poder é forte”.
No passado recente, ele havia reunido os participantes na Subjugação da Baleia Branca, esmagou o Arcebispo da preguiça do culto da bruxas e aniquilou o Grande Coelho, ajudou em parte a limpar o Teste no Túmulo da Bruxa da Avareza, derrotou o Arcebispo do pecado da Ganância, e finalmente, colocou os pés na nunca antes explorada Torre de Vigia Pleiades, limpou um Teste nunca antes desafiado e estava agora a caminho de desafiar o segundo desses Testes――.
Subaru: “Se eu estiver apenas listando todas as minhas conquistas, deixando o processo de lado, eu só vou parecer um idiota…”.
Ele havia morrido várias vezes para realizar tudo isso, portanto, ao mesmo tempo, ele não podia exatamente estufar o peito. Apesar disso, a história havia de fato avançado um pouco demais no ano passado.
Ele não tinha essa intenção, mas no mínimo tinha que resolver as coisas com os arcebispos da Gula e da Luxúria, então é melhor que o mundo esteja preparado para isso – é como ele se sentia a respeito do assunto.
Subaru: “O qu- o quê? E aí, Emilia-tan, segurando minha mão de repente. Alguma coisa errada?”
Emilia: “…não, não. É só que, eu acho que Subaru deveria ser um pouquinho mais simpático consigo mesmo”.
Subaru: “Sim, não, vai ser difícil você encontrar alguém que seja tão brando consigo mesmo quanto eu. Já basta com Emilia-tan e Beako, mais alguém já é demais”.
Rem seria acrescentado a essa lista, quando acordasse. Ela seria um pouco rígida, mas gentil mesmo assim.
E acrescentar Petra, Patrasche, Garfiel e até Otto a isso não deixaria espaço para que Subaru fosse mais brando consigo mesmo.
Emilia: “――――”.
Os lábios de Emilia tremeram levemente, como se tentasse procurar alguma forma de responder a ele, mas ela só continuou olhando para Subaru.
Aliviando seu aperto na mão dela, Subaru levantou a cabeça dele.
Entretanto――、
Anastasia: “Neste ponto, eu acho que este é um problema do âmago do ser de Natsuki-kun. Não é algo que vai melhorar em um dia ou dois. Mas suponho que depende de como Emilia-san se comporta”.
Ao interromper a conversa com uma palmada de mão, Anastasia lançou um olhar sobre Emilia. Emilia olhou para trás, sua expressão foi sincera, mas parecia não ser a reação que ela pretendia, logo,
Anastasia: “――Oh, eu sinto que há muito pouca esperança para isso. Não que isso lhe sirva”.
Emilia: “――? Acho que não entendo, mas se você me mostrar como, vou tentar o meu melhor”….
Anastasia: “Temo ter que recusar… Não gosto muito de ser chutada por um Dragão da Terra”.
Subaru: “Ser chutado por um Dragão da Terra… Será que isso significa algo como ser chutado por um cavalo?”.
Deixando de lado as frases estranhas de Garfiel, Subaru acrescentou em uma nova frase que pode ser comum neste Outro Mundo.
Em qualquer caso, para Subaru, isso não foi o fim da confusa informação que foi lançada na conversa de Emilia e Anastasia. A certa altura, ele e Emília continuaram a inclinar a cabeça em todas as outras direções, ao ponto que Anastasia suspirou, e apontaram para a Grande Escada.
Anastásia: “Heey, quando vamos parar de bater papo e subir? O que quer que esteja esperando pode ser mais difícil do que o 3° andar… Ou talvez Natsuki-kun acabe limpando imediatamente”.
Subaru: “Para dizer a verdade, se é algo tão irritante como o quebra-cabeças do 3° andar, não estou me sentindo muito animado com isso”.
Para ser honesto, a única razão pela qual Subaru foi capaz de limpar o Teste do 3° Andar『Taygeta』foi porque o conhecimento sobre estrelas e constelações foi fundamental para limpá-lo.
Constelações ―― Isso também, o conhecimento do mundo original da Subaru, foi necessário para resolver o quebra-cabeça. De fato, Subaru acreditava que o construtor desta Torre era de outro mundo, moderno também, assim como ele.
Nesse sentido, era altamente provável que o Teste do 2° andar necessitava de conhecimento moderno também, onde a presença de Subaru se revelaria útil, mas――、
Subaru: “As coisas podem ser diferentes em comparação com o 3° andar, quero dizer, não posso fazer muito se for algo que não sei. O nome Flugel é germânico, e de qualquer forma não sei muito sobre a história da Alemanha”.
Uma vaga ansiedade o envolveu, mas ele não a expressou, para manter as expectativas de todos. Aos olhos de Emilia e de Beatrice, Subaru era fraco.
Assim, ele queria fazer o que fosse possível, arrastando o pouco conhecimento que tinha da Alemanha.
Subaru: “Não posso evitá-lo. As escadas para cima estão literalmente bem na frente. Eu não posso me chamar de homem se eu der um passo atrás agora. Vamos simplesmente entrar ali e vencer o desafio”.
Julius: “Infelizmente, além de você e eu, aqui só há mulheres”.
Subaru: “É apenas um ditado, não coloque um amortecedor nisso! Muito bem, vamos lá, Beako!”
Beatrice: “Ngyah- na verdade!”
Julius anestesiou o espírito ardente que Subaru tinha em seu punho cerrado, mas Subaru simplesmente enfiou sua língua para fora, puxou Beatrice em seus braços e correu direto para cima das escadas.
Emília: “Ah, Subaru, espere!”
Ao ver seu salto entusiasmado, Emilia se agarrou atrás dele, enquanto Julius e Anastasia caíram os ombros em uníssono, e o seguiram.
Meili: “Onee-san peladona? Você não vai?”
Shaula: “Já chega desse negócio de peladona, sua anã de jardim número dois. Estou devidamente vestida, está vendo? Eu tenho uma coisa ero-kawaii acontecendo, tá? O mestre escolheu isto para mim, então pare de reclamar sobre isso”.
Meili: “Eu não estou realmente reclamando, sabe~ Apenas apresse-se, vamos, vamos, ou seremos deixados para trás”.
Shaula: “Você é realmente mandona, apesar de estar apenas montado em cima do meu tornozelo. Eu vou falar mal de você para o mestre mais tarde! Na verdade, eu mesmo quero te ensinar algumas maneiras~!”
Shaula colocou o pé na escada enquanto balançava a cara avermelhada, com o rabo de escorpião flertando. Com vigor incomum para uma pessoa carregando alguém nas costas, ela saltou do primeiro degrau da Grande Escada, para o quinto, e continuou correndo.
Shaula: “Dadadadadadadadada――!”
Ignorando o que estava acontecendo atrás, Subaru continuou a subir as escadas correndo com Beatrice nos braços. No meio dela, Beatrice havia mudado habilmente sua posição para a de uma princesa carregada e estreitou seus olhos azuis em Subaru.
Beatrice: “Como eu pensava, há aqui algo que afina o sentido do espaço, suponho. Nós não saímos da Torre mesmo tendo chegado tão longe em linha reta, de fato”.
Subaru: “Talvez não pudéssemos simplesmente dizer de fora, mas a Torre pode realmente ter essa forma também”.
Beatrice: “Para que apenas esta escada esteja saltando para fora? Se isso fosse assim, então deveria haver algo que fizesse a Torre parecer uma torre. Caso contrário, não vale a pena esconder a escada, de fato”.
Subaru: “Acho que sim. Só deu vontade de dizer isto em voz alta”.
Subaru suspirou e concordou com o raciocínio de Beatrice e olhou para cima.
Estranhamente, embora ele estivesse subindo as escadas, o andar de cima não parecia mais perto do que antes. Não importava o quanto ele corria, parecia que ele estava subindo usando uma escada rolante para baixo.
Subaru: “De jeito nenhum, pensar que o problema de que Emilia falava iria realmente acontecer…”.
Que havia apenas uma escada preparada, e que na verdade não se ligava ao 2° andar… Como Subaru pensou mais nesta teoria, o espaço aéreo se abriu ao mesmo tempo.
Subaru: “Oh, oooh――!?
Beatrice: “Hya”…
Diante de uma súbita luz brilhante na escada de pedra mal iluminada, Subaru e Beatrice gritaram ao mesmo tempo.
Em algum momento, enquanto avançavam continuamente, as escadas tinham terminado, e eles tinham pisado em um novo andar.
Que era――、
Subaru: “Uma sala branca… de novo, huh”.
Beatrice: “Eu suponho”.
Ele parou e cuidadosamente colocou Beatrice de seus braços.
Foi uma subida de escada surpreendentemente longa. Apesar de sua resistência ter melhorado, ele não conseguiu parar de se agachar sobre os joelhos e respirar forte.
Enquanto acariciava suas costas, Beatrice bateu no chão com a ponta do dedo do pé e olhou ao redor da sala. Subaru engoliu e fez o mesmo.
Para os dois que tinham chegado primeiro ao topo da escada, a sala era uma imagem cuspida do Testedo 3° Andar『Taygeta』, uma extensão branca.
Uma estrutura misteriosa onde tanto o chão quanto o teto se estendiam muito além do alcance do olho, e a própria base da distância parecia estar inclinada.
Sem dúvida a única razão pela qual este espaço branco foi registrado como um lugar foi apenas por causa do pequeno espaço com as escadas abertas no chão que levava ao piso inferior, assim como no 3° andar.
Emilia: “Ah, esta sala de novo?”.
E desse mesmo espaço aberto surgiu Emilia e os outros, todos com reações semelhantes ao cenário do branco, e todos deixaram cair os ombros em desânimo.
Era óbvio que outro Teste estava para começar.
Subaru: “Alguma chance de termos ido para o 3° andar de novo por acidente?”
Emilia: “Acho que não. Havia 54 degraus na escadaria entre o 4° e 3° andares. Este aqui tinha 444 degraus. São quase dez vezes mais degraus que precisávamos para chegar aqui, certo?”
Subaru: “Você, você estava contando, Emilia-tan?”
Emilia: “Fufu~, a verdade é que contar o número de degraus é um hobby secreto que eu peguei recentemente… Por que você está dando tapinhas na minha cabeça?”
Subaru e os outros se revezaram para dar tapinhas na cabeça de Emilia depois que ela se orgulhava de seu hobby. Até Julius e Meili, que se abstiveram de fazer isso, olharam com delicada piedade.
Emilia: “Parece meio, muito estranho, você sabe…”
Subaru: “Nós realmente não poderíamos ter feito isso sem Emilia-tan”. Graças a você, sabemos que subimos dez vezes mais do que o 3° andar. Isso faz você pensar se acabamos de saltar muito acima do 1° andar. Eu gostaria que fosse isso, mas, por enquanto, acho que devemos considerar que este é o 2° andar….”.
Beatrice: “O Teste supostamente está para começar, de fato. Isso ali pode ser o como, suponho”.
Deixando as dúvidas de Emília para depois, Subaru olhou para onde Beatrice apontava… Logo à frente ao subir as escadas, houve um espetáculo que chamou a atenção.
Até no 3ª Andar『Taygeta』, havia algo semelhante no centro da sala. E ao tocá-la, o Teste começaria. Se o caso fosse o mesmo aqui também, então..,
Julius: “Não é um Monólito, mas… Uma espada”.
Estreitando seus olhos dourados, Julius falou enquanto olhava para a Coisa, que ficava fora do chão.
Exatamente como ele declarou, dentro da extensão branca não havia um Monólito como no 3° andar, mas havia aquilo.
――Aquilo era uma espada.
Sem bainha, ela permaneceu reta, com a ponta furada no chão branco.
A forma como ficou absolutamente reta, com punho de frente, era uma beleza assustadora que se refletia nos olhos de Subaru.
Não era como se houvesse decorações lindas, nem Subaru sabia que seu material era de alta qualidade.
Somente que, em sua simplicidade não decorativa, em seu uso mínimo do aço, havia algo de belo.
Subaru: “Pelo seu aspecto, deveria funcionar como a Espada da Seleção….”.
Julius”: “―――”
Subaru: “Sim, sim, você foi realmente paciente. Bom garoto, bom garoto”.
Julius reteve suas palavras quando notou a pitoresca cena de Subaru sussurrando para uma espada. Pondo de lado os elogios silenciosos de Anastasia a Julius que estava observando, Subaru pôs seus olhos em Shaula. Ela tinha os braços cruzados e o peito inchado, o rosto transbordando de confiança.
Do tipo que dizia: “Você pode me perguntar o que quiser, estou completamente pronto para dizer que não faço a menor idéia”. Então, Subaru, sem ter pedido uma palavra, foi obrigado a finalmente pisar na direção da espada.
Emília: “Subaru”.
Subaru: “Eu acho que está bem. Não é uma armadilha que lança a morte instantânea sobre você, se for algo como o 3° andar”.
Encostando sua cabeça a uma Emília angustiada, Subaru deu um passo em direção à Espada da Seleção. É claro, Emilia e Beatrice acompanharam naturalmente. O resto permaneceu em stand-by na boca da escada, pronta para reagir caso algo acontecesse.
Subaru: “Cuidado ao fazer um caminho de fuga para Anastasia. É um caminho bem longo para baixo, portanto, se ela tropeçar, ela continuará rolando até morrer”.
Julius: “Vou manter isso em mente. Ao contrário, você deveria estar mais atento aos avisos de Emilia-sama e Beatrice-sama”.
Emilia: “Tudo bem, eu protejo o Subaru”.
Subaru: “Ah ok, vou deixar você me proteger.”
Observando Subaru dar um joinha em aprovação para a Emilia animada, Julius suspirou. Após ver isso, Subaru ficou de frente para a Espada de Seleção.
Em uma distância que, se ele estendesse o braço, poderia encostá-la. Naquele momento, a presença da espada trazia um certo senso de realidade. Assim como o monólito, aquilo não trazia nenhuma sensação de ser um objeto misterioso.
Subaru: “Dito isso, é uma espada que esteve presa aqui desde que a torre foi construída. É muito estranho não ter nem mesmo uma mancha de ferrugem nela.”
Subaru sussurrou em frente da Espada de Seleção, depois respirou levemente e expirou, e então estendeu a mão para o cabo da espada.
Envolvendo bem seus dedos nela, ele sentiu ela resistir levemente, mas mesmo assim ele colocou força em puxá-la.
Por um instante, surgiu dúvida na mente de todos sobre a possibilidade dele conseguir tirá-la de lá, se ela realmente era a『Espada de Seleção』, mas aquele pensamento acabou sendo em vão.
“――――”
Ao colocar o mínimo de força, a lâmina afiada que estava presa no chão saiu facilmente.
Foi com a elegância que uma espada poderia ter, como se tivesse sido tirada de sua bainha.
Nesse exato momento, ecoou.
『――Ganhe seu perdão, pela mão do Tolo que alcançou a Espada Celestial.』
“―――tch!”
Uma voz que penetra os tímpanos e ressoa diretamente no cérebro deles contaram-lhes os detalhes do『Teste』.
Era um acontecimento esperado, então ele não fez nada repugnante como derrubar a espada, isso foi, contudo, uma experiência desagradável
Afinal, a voz que ecoou em sua cabeça era bem parecida com a sua『Própria』voz.
Subaru: “É como ter enjoo de movimento. Aposto que todos também se sentem assim…”
Será que todos ouviram, ou será que foi apenas o Subaru, que puxara a espada? Todos ouviram a voz quando alguém tocou no Monólito.
E então, novamente, Subaru virou-se para trás pensando nisto e percebeu.
“――――”
――Todos estavam com a respiração presa e estavam olhando para um único ponto.
“――――”
Seguindo suas linhas de visão, Subaru também olhou para lá. O lugar para o qual eles estavam olhando era um pouco mais adiante da Espada de Seleção. Um lugar em que, coincidentemente, a distância entre a espada e a escadaria era igual.
E naquele lugar, apareceu a silhueta escura de uma pessoa.
Voz: “――Ganhe seu perdão, pela mão do Tolo que alcançou a Espada Celestial.”
Uma voz que deveria estar apenas sussurrando, de repente, soou extremamente alta para Subaru.
Uma voz que repetia as mesmas palavras que ele ouvira quando puxou a espada. No entanto, não era nem um pouco parecida com a sua própria voz que ecoava em sua cabeça, mas, sem dúvidas, ela estava sendo falada pela silhueta com uma voz diferente.
Voz: “――Ganhe seu perdão, pela mão do Tolo que alcançou a Espada Celestial.”
A voz, como se fosse um idiota que sabia dizer somente esta frase, repetiu novamente as mesmas palavras.
Se a voz parecia mecânica, automática ou mesmo instintiva, não podia ser determinada.
O tremor sutil da voz era perceptível na repetição dessas palavras estranhas. Elas eram terrivelmente diretas, como se a ponta de uma espada estivesse fazendo cócegas no coração da silhueta.
“――――”
Também não podia determinar-se se o tremor era por medo, emoção, prazer, ou pesar. Ela brincar com as emoções dos outros tão bem era prova de que havia uma diferença nítida entre ela e um ser vivo.
À esta distância, sendo apenas uma voz, ela brincava com vidas.
“――Ganhe seu perdão, pela mão do Tolo que alcançou a Espada Celestial.”
――Era um homem com casuais cabelos vermelhos longos que corria suas costas.
Ele era bem alto. Uma cabeça mais alto que Subaru, o corpo do homem era adornado com músculos robustos condizentes à sua altura.
Ele não usava armadura, mas uma casual manto carmesim que não trazia nenhuma proteção. Do seu peitoral direito até seu braço ele estava nu, e sua cintura estava amarrada com um sarashi branco.
Seus cabelos vermelhos flamejante chegavam até o meio de suas costas, e seu olho esquerdo estava coberto com um tosco tapa-olho preto. E finalmente, o olho direito que não estava coberto era um reflexo azul de um céu inalcançável.
Certamente, era uma beleza tão organizada que faria qualquer um e todo mundo virar-se para olhar, uma visão digna de uma pintura. Aquele sorriso cruel e selvagem, repleto de insanidade, estragava tudo.
Era uma besta feroz com uma beleza extraordinária.
A besta mais linda que já existiu neste mundo. Ao ponto de Subaru esquecer de respirar na sua presença.
Shaula: “Hii…”
A ilusão da quietude do tempo foi quebrada por um gemido suave.
Rapidamente ele ouviu a voz de uma garota gritar um “Kyaa-”. No canto de seus olhos, ele viu a figura de uma garota com o cabelo preto que chegava até sua bunda, ao lado dele Shaula caiu no chão, enquanto os olhos de Meili olhava de um lado para outro confusa.
Shaula: “Hii, hiii….”
Shaula estava tão aborrecida que poderia ter ficado incontinente.
Com os olhos arregalados, a expressão de espanto em seu rosto era imprópria para uma garota tão bonita como ela, e a frenesi que ela sentiu foi expressa com clareza.
Se fosse possível, e seguindo os seus instintos, ela teria deixado este lugar.
Mas as pernas trêmulas dela não permitiram.
――A própria Shaula, que destruiu completamente um Centauro, estava com medo demais para se mover?
Homem: “――Ganhe seu perdão, pela mão do Tolo que alcançou a Espada Celestial.”
Mesmo com a Shaula assustada à vista, a voz continuava a repetir aquelas palavras.
À primeira vista, parecia uma situação que ficava cada vez mais estranha. Entretanto, havia algo a mais a ser notado.
O homem não se movia nem um passo, apenas exercia pressão do lugar em que estava. Não, o homem nem mesmo tentava emanar pressão. Ele simplesmente estava parado lá em pé.
Só por estar lá, a sua existência dava a mesma sensação de presença de uma『Bruxa』.
Subaru: “―――tch.”
Segurando sua respiração, ele forçou tanto suas pálpebras que esqueceu de piscar, de parar um pouco para se acalmar.
E então, sem tirar os olhos do homem por um segundo sequer, Subaru deu um passo para trás. Em sua mão direita, estava a Espada de Seleção. Em sua esquerda, ele segurava firmemente a mão de Beatrice, ele puxou ela, que estava paralisada, para trás.
Subaru: “Eh, Emilia…”
Emilia: “E-eu sei.”
Sabendo que não podia deixá-la para trás, Subaru chamou o nome de Emilia, sabendo que ela ainda estava petrificada. A essa chamada, Emilia acenou em resposta com a voz trêmula. Igualando seus movimentos com os dos joelhos trêmulos dela, Subaru recuou lentamente.
Homem: “――Ganhe seu perdão, pela mão do Tolo que alcançou a Espada Celestial.”
A distância cresceu. Mesmo assim, o homem permaneceu imóvel. Ele somente repetia as mesmas palavras.
Homem: “――Ganhe seu perdão, pela mão do Tolo que alcançou a Espada Celestial.”
Ele despejou toda força em seus nervos, e finalmente chegou aonde Shaula estava deitada. O rosto de Shaula estava rígido de medo como de costume, e Meili estava grudada no braço dela, incapaz de se mover.
Retirar-se deste lugar levando as garotas. Será que é possível? As mãos de Subaru, tanto a mão que segurava a espada quanto a mão que segurava a mão de Beatrice estavam rígidas, sem sinal de que ele poderia mexê-las. Ele nem conseguia sequer imaginar ser capaz de levantar Shaula e Meili agarrando seus braços. Antes de mais nada, será que aquele homem permitiria? Qual era o objetivo daquele homem? Para que era o teste, e qual era o propósito da espada…
Homem: “――Ganhe seu perdão, pela mão do Tolo que alcançou a Espada Celestial.”
As palavras sendo repetidas, a frase, essa era a proposta do 『Teste』do 2° andar 『Electra』.
Qual seria o significado do homem estar repetindo essas palavras? Os detalhes do 『Teste』que ele ouviu na hora que tirou a espada, o homem que repetiu essas palavras, o tolo, o perdão, o que exatamente…
Homem: “ganhe, perdão… tolo que alcançou espada celestial…”
Subaru: “Hã?”
Acelerando seus pensamentos, a sensação de que algo terrível estava para acontecer surgiu em Subaru, e ao mesmo tempo, a voz que continuava a ressoar sem parar rapidamente parou.
Subaru involuntariamente gemeu, uma ação descuidada que deixou Emilia e Beatrice um levemente mais nervosas, mas isso não teve nenhuma influência na mudança que estava acontecendo.
――Mais do que isso, as mudanças que ocorreram no homem estavam ficando mais claras.
Homem: “Espada celestial, tolo… seu perdão, a, ooh, aaah, oh, oh, ah”
Subaru: “Uuh que? O que é isso? O que vai acontecer?”
Homem: “Ah, ah, aaaahh!!”
Shaula: “Pigyiii!”
Subaru: “Dowaaa!?”
Estava longe de parar.
Em vez disso, havia uma sequência de sons estranhos no final das palavras do homem, e no próximo instante, o homem colocou a mão em seu cabelo, coçou-o bruscamente, e soltou um grito explosivo.
De repente, Shaula não conseguindo mais aguentar, grunhiu feito um porco e pulou no Subaru. Obviamente, ele não conseguiu se manter em pé. Ela abraçou-o com toda a sua força, e incapaz de tomar medidas evasivas, Subaru caiu com ela.
Subaru: “――――tch!”
No momento da explosão, faíscas voaram em seus olhos, e tanto o grito do homem quanto o choro incessante da Shaula, que ainda estava agarrada em sua cintura, martelaram seus tímpanos.
Homem: “Aaaaaaaaa!!”
Shaula: “Hyaaaaa! Mestremestremestre me ajude! Não queeero! Ajude-me!”
Subaru: “Ah, o que houve com você nos últimos minutos?”
Homem: “Cala boca logo!! Minha cabeça já tá me matando! Para de gritar!”
Shaula: “Afuu…”
Antes que suas palavras de consolo chegassem à ela, o espírito da Shaula sucumbiu.
Apesar de, por algum motivo, ela ter se agitado, ela calmamente grudou-se na cintura de Subaru e parou de se mover, e após perder a consciência, ela desmaiou e caiu no chão.
Subaru: “Mentira, você…”
Shaula: “Bukubukubuku…”
Rapidamente e graciosamente, Shaula desmaiou e se retirou do campo de batalha. Embora ela não ajudasse quase nada na conquista da Torre, até mesmo do ponto de vista do examinador, isto deveria ser completamente inesperado.
Para uma mulher que tinha a força bruta autêntica, se não mais que isso, estar com tanto medo deste homem, as coisas ficariam perigosas,
Julius: “Parece que você não é de forma alguma uma pessoa qualquer.”
Homem: “Hã?”
O homem grunhiu em descontentamento ao ecoar de um passo.
Com o estalo de seu par de sapatos brancos, o Cavaleiro Irretocável deu um passo em frente. Julius deu um giro e pegou a espada que Subaru deixou cair.
Ao ver ele, o homem torceu os lábios com uma carranca no rosto.
Homem: “Que diabos está acontecendo, seu. E que lugar é esse? Cê tá de brincadeira comigo, seu?”
Julius: “Não, não estamos fazendo nada disso. Nós também estamos em uma posição igualmente confusa. Você apareceu aqui de repente. Não podemos deixar de ficar em guarda, é o que eu gostaria de expressar.”
Homem: “Que diabos está rolando com você? Para de falar esquisito, seu. Num fica falando igual um seguidor meu, seu. Tu é meu seguidor? Tu não é, né? Já que tu não é, não fale igual a ele, tá deixando tudo confuso.”
O homem estava ficando cada vez mais mau humorado conforme Julius falava com o esperado tom respeitoso, porém cuidadoso.
Embora estivesse ficando mais claro que o homem era humano, a possibilidade de estabelecerem conversa com ele era um tópico totalmente diferente.
Homem: “…linda, linda, gostosa, nanica, nanica, seguidor, peixe miúdo.”
Julius: “Infelizmente, eu não sou seu seguidor.”
Homem: “Kah! Seu jeito de falar, é assim que meu seguidor fala. Para de copiá-lo.”
O homem soltou uma risada bem humorada para a objeção de Julius.
Juntando dentes excepcionalmente brancos com um rosto estranhamente bonito, o seu sorriso de tubarão exalava a loucura.
“――――”
Finalmente um pouco de humanidade foi descoberta no homem sorridente. Ou melhor dizendo, descobriram que o homem era um ser inteligente capaz de conversar.
Homem: “Ei, você. Me explica o que tá acontecendo aqui, meu. Que diabos tu fez comigo, seu. Num fica escondendo as coisas não, ei. Fale logo, seu.”
Subaru: “Aparecendo do nada, falando como se fosse o bam-bam-bam… O que foi com você?”
Homem: “Hã?”
O homem colocou sua mão na parte desnuda de seu peito e descuidadamente a coçou. Quando finalmente se ergueu, Subaru juntou as palavras que ele pôde e as cuspiu no homem.
Ele simplesmente olhou fixamente com seu olho direito para Subaru que estava no chão.
Homem: “Que caralhos há com você? Por quê tu tá dormindo, oras? Isso aqui não é um lugar agradável, hein? Você, tá usando aquela gostosa como sua cama de carne. Troca de lugar comigo.”
Subaru: “Infelizmente, com respeito a ela, eu me recuso…”
Ao parar seus pés trêmulos, Subaru ficou de pé. Ao mesmo tempo, ele arrancou a Shaula que estava grudada nele. Foi uma ação descuidada que derrubou ela de cara no chão, mas não havia tempo para dar atenção a isso.
Entretanto,
Homem: “Hã, hã, hãn? O que, você. Tá fazendo isso? Cê tá brincando comigo, seu…”
Subaru: “…pra que caralhos cê tá com essa grosseria, seu.”
Homem: “Kah!”
O homem mordeu seus molares e bramiu uma gargalhada sincera mas violenta.
Ignorando Subaru que estava claramente confuso, o homem deu uma olhada ao redor da sala branca e assentiu para o vento, “Aahh- certo, certo” e falou novamente,
Homem: “Saquei. Então, vamos começar.”
Subaru: “Começar… Espera aí. Por quê você fica falando demais por conta própria!?”
Homem: “Calado, seu. Fica tagarelando sem parar, já expliquei enquanto eu falava dormindo, não é? Preste atenção no que eu tô falando, oras.”
Subaru: “O que você disse agora há pouco?”
Homem: “Ganhe seu perdão, pela mão do Tolo que alcançou a Espada Celestial.”
Não sendo capaz de entender a situação, os olhos de Subaru ficaram dando voltas. Enquanto isso, Emilia sussurrava repetidamente a frase, palavra por palavra, para si mesma.
Lentamente, a garota começava a se despetrificar. Seguido de Julius e Subaru, Emilia e Beatrice saíram da quietude do tempo, e em seguida Anastasia e Meili.
Apenas restava a Shaula inconsciente, mas…
Homem: “Kah! Aquela bela ali é diferente desse peixe miúdo. Se eu estivesse vivo, eu te levaria pra cama esta noite, sua. Olhando mais de perto, você é muito fofa, você. Que rosto lindo é esse. Você é bem gostosa, hein.”
Emilia: “Gos…?”
Subaru: “Ei, você! Você é o cara! Você é o examinador daqui, não é?”
Ao olhar para Emilia, uma luxúria despertou em seus olhos. Subaru colocou-se em pé entre os dois e apontou para o homem.
Para esta fala, o homem sorriu como um tubarão e,
Homem: “Sei lá. Não tô interessado em títulos que outros colocam. Eu sou eu, você é você. Nada mais que isso. Se quiser conversar comigo direito, tente me mover pelo menos um passo daqui, você.”
Julius: “――――”
Estas eram palavras de um homem que permanecia indefeso e calmo.
Já o motivo de ele não ter rido era porque esta era a condição que precisava ser cumprida para resolver o『Teste』. Portanto, era uma tarefa digna de ser chamada de tal forma.
――Ganhe seu perdão, pela mão do Tolo que alcançou a Espada Celestial.
Se o homem em pé diante deles era esse tal『Tolo que alcançou a Espada Celestial』, o método para obter o seu perdão estava claro. O que faltava era saber se este método era de fato possível.
Julius: “Cavaleiro da Guarda Real do Reino de Lugnica, Julius Juukulius.”
Antes da luta, não, antes do『Teste』começar, Julius introduziu seu nome como ato de cortesia.
Era um ato de maior honra, declarar que o outro era igual, independente de posição ou gênero.
Em resposta, o único olho azul do homem estreitou-se com entusiasmo, e gerou um espírito de espada incomum e,
Homem: “Não tenho nenhum nome que mereça ser introduzido para você, só um simples 『Balançador de Vara』, sou eu.”
Teste do 2° Andar『Electra』, da Grande Biblioteca Plêiades:
Limite de Tempo『Condição: Ilimitado』
Número de Tentativas de Desafios『Condição: Ilimitado』
Desafiantes『Condição: Ilimitado』
――Comece o teste.