SSS-Class Suicide Hunter – Capítulo 205

Easter Egg (1)

Eu tinha uma tarefa importante.

Não tinha nada a ver com atacar a Torre, mas era algo que eu tinha que fazer antes de seguir em frente.

Falei com uma expressão resoluta.

“Gostaria que Raviel conhecesse Uburka.”

Imediatamente depois de finalizar o 35º andar, fomos convocados para os espaços completamente brancos novamente.

Enquanto meus colegas estavam conversando, fiz um pedido para a Constelação, [A Senhora que Caminha Pela Miragem].

“Não, tenho que apresentá-los. Adiei isso até agora, mas não posso mais.”

“Hmm…”

A Senhora coçou o queixo.

“Sério?”

“Sim. Mesmo que não sejam realmente meus filhos, ainda penso que os goblins são minhas crianças. E já que somos marido e mulher, é algo que a Raviel precisa saber, e preciso contar para ela.”

“Entendo sua situação pessoal, Rei da Morte, mas… Vocês estão em um ataque em cadeia desde o 30º andar. Pessoas que não estiverem participando do ataque não podem entrar nos andares.”

“Não pode trazer Raviel aqui por um momento?”

“Não, não.”

A Dama fez um X com os braços.

“A Coração Prateado não participou das batalhas. Além disso, ela não é nem parte da Torre ainda. Não posso trazê-la aqui.”

Parece que “Coração Prateado” era uma abreviação para [Coração Banhado de Prata]. Essa Constelação tinha um hábito de chamar as pessoas por apelidos.

“Por quê? Já terminamos o estágio da Ravil.”

“Como devo explicar isso… Uhh. Você pode pensar na Coração Prateado como uma estrangeira sem visto. Há alguns lugares que você pode entrar sem um visto, mas também há lugares que não pode, certo? É a mesma coisa. Se estão vindo 30º andar ou abaixo, então não poderão ser trazidos para cá. Esta é uma regra da Torre! Mesmo que reclame, não há muito que possamos fazer.”

Pensei sobre o assunto.

“E se eu e Uburka pararmos no mundo da Raviel um pouquinho?”

“Uhh, seria difícil também. Aquele porco de coração partido é uma Constelação. Ele tem a autoridade de visitar outros andares, mas…”

De fato, Uburka era um porco de coração partido.

Papai sente muito por não poder apoiar seu primeiro amor…

“Em relação às regras, é possível, mas não tenho certeza se posso permitir isso ou não. Porque você está no meio de um ataque. Não pode ir voltar como bem quiser.”

“Certo, vamos fazer isso então.”

Eu sorri.

“Dê para mim e Uburka um passe de visitas como prêmio pelo 35º andar. Ou pelo menos, permita que Uburka fique aqui.”

“Hehh?”

Havia um brilho de interesse nos olhos da Senhora.

“Por que eu deveria fazer isso?”

“Já que ele é uma constelação agora, Uburka não morrerá de velhice. Se formos para o 36º andar daqui, iremos pular centenas de anos novamente… Não quero deixar Uburka sozinho.”

“Em outras palavras, é a [responsabilidade de um pai com seu filho]?”

“Pode se dizer que é isso.”

“Entendido.”

A Senhora concordou.

“Se este é o caso, então devo ser capaz de convencer o alto escalão da Torre. O Mestre da Torre acha que amor maternal, dever parental e coisas assim são incrivelmente importantes! Espere.”

A Senhora fechou os olhos, suas franjas flutuavam no ar como antenas, balançando de um lado para o outro.

Ela estava se comunicando? Assim?

“Mhm. Comunicação completa.”

Ela abriu os olhos.

“Deram-me permissão para aceitar a proposta do Rei da Morte.”

“Ohh.”

“Entretanto! Você não tem permissão de se encontrar no mundo que Raviel nasceu. Vocês só podem se ver no 29º andar.”

“…?”

Inclinei minha cabeça com as palavras da Senhora.

“Obrigado por me escutar, mas, uh… Por que só no 29º andar?”

O 29º não era qualquer andar.

Era nada menos que o estágio de Kim Yul.

Era feito do Ensino Fundamental Shinseo e do distrito comercial que o circundava.

“Não é nem mesmo o mundo real.”

A Bibliotecária tinha até mesmo chamado de Cidade Ascendente [História Secundária].

A cidade era meramente a encarnação de uma fantasia, porque não era parte de uma história do nosso mundo. Não tinha nenhum recurso especial, nem uma atração turística.

Havia alguma razão em especial para que nos encontrássemos apenas no 29º andar?

“- Perdão.”

A Senhora ficou inexpressiva de repente.

“Não posso te contar o motivo.”

A determinação no rosto dela era óbvio.

“Devo ao Rei da Morte. Tenho [débitos]. Então, se possível, gostaria de aceitar todos os pedidos do Rei da Morte, mas este não posso.”

“Admito que aquele porco de coração partido merece ser uma Constelação. Se o Rei da Morte concordar em ser o guardião dele, permitirei que vá ao 29º andar. Não é uma recompensa boa o suficiente?”

Concordei lentamente.

‘Há algum segredo no 29º andar.’ Mas eu não iria forçar sendo que ela tinha rejeitado tão firmemente.

A Senhora era minha amiga, não tinha por que insistir com o Pilar que gostava de mim.

‘Já consegui o que eu queria.’

Havia libertado Uburka de anos de espera e havia conseguido a chance de apresentá-lo para Raviel.

Tendo alcançado meus objetivos, não tinha motivos para eu ser ganancioso.

‘Entretanto…’

Era um segredo que deixava até mesmo um Pilar sério.

O que poderia ser?

Suprimi minha curiosidade e falei.

“Sim, é recompensa suficiente.”

“Ótimo! Peço desculpas às crianças no 29º andar, mas terão que sair-”

[A Constelação ‘A Senhora que Caminha Pela Miragem’  assumiu temporariamente a administração do 29º andar.]

[A Constelação ‘A Senhora que Caminha Pela Miragem’ removeu todos os caçadores do 29º andar.]

Com um leve movimento, a Senhora balançou a mão.

“Enquanto eu estiver aqui, vou ajustar o tempo também.”

[Autoridade Administrativa – Ativado ‘Bloqueio do País’]

[O 29º andar foi selado.]

[O nível de entrada ao 29º andar subiu.]

[Você é elegível para entrar no 29º andar!]

“Bom.”

Parecendo satisfeita, a Senhora sorriu.

“Agora, ninguém pode entrar no 29º andar até o Rei da Morte sair. Até mesmo as Constelações não conseguirão vir. O lugar foi preparado para você, então vá ter sua conversa privada com sua família!”

“Uh… Obri- obrigado?”

“Não é nada.”

Não tinha certeza do que ela havia feito, mas mesmo assim curvei minha cabeça. De qualquer forma, parecia que uma ação extravagante havia sido tomada por mim.

“Siga para o 29º andar primeiro. Mandarei a Coração de Prata e o porco logo. Bem, esta também é parte do serviço. Aproveite bastante.”

A Senhora bateu palmas.

“Se quiser voltar, apenas pense no meu rosto e diga [retornar]. Antes disso, não irei interferir, então não se preocupe. Até mais!”

Um sorriso finalmente apareceu nos lábios da Senhora.

[Confirmando as qualificações do Rei da Morte.]

[Permissão para entrar ‘Cidade Ascendente – História Secundária’.]

Uma sombra cobriu meus olhos.


Quando abri meus olhos novamente, estava parado no meio de uma interseção.

Hooonk!

Um carro buzinou, era tudo muito barulhento. Mas graças a isso, pude clarear a mente. Quando virei a cabeça, o motorista apontou para mim.

“Ei! Quer morrer? Que tipo de pirralho não consegue sair do caminho a tempo!?”

Ele estava sendo rude mesmo sendo nossa primeira vez nos encontrando.

Mas o universo se vingou da impaciência dele, o semáforo ficou vermelho, indicando que deveria ficar parado.

“Desculpe-me.”

“Se está se sentindo culpado, saía do caminho! Gente jovem…”

Saí do meio da interseção. Os carros que tinham parado por minha causa, voltaram a se mover.

Os motoristas me encararam, mas só isso. Eles saíram rapidamente. Os carros seguiam em duas pistas, e logo, a cidade ficou totalmente indiferente à minha existência e seguiu conforme seu próprio cronograma.

Assim que a cidade se tornou indiferente.

“Mm.”

Também perdi interesse nela, porque do outro lado do cruzamento estava um rosto que eu sentia muita falta.

“Raviel!”

Ela estava vestida casualmente, em roupas que não se encaixavam na cidade moderna.

Raviel havia criado seu próprio paraíso sob as luzes da cidade.

“Gong-ja…?”

Parecia que os efeitos colaterais do teletransporte não haviam sumido ainda. Raviel encostou a mão na testa.

“Isto é uma alucinação mágica? Outra Constelação está invadindo? É triste que minha esposa esteja abanando o rabo na minha frente e não posso acariciá-lo, pois preciso saber o que está acontecendo…”

“Ah. Está com tontura? Precisa se sentar? Não, está muito quente aqui. Vamos para alguma loja antes e descansar, mas antes, me dê um abraço.”

“Umm, essa tolice. Definitivamente é meu amor.”

A tensão na testa de Raviel desapareceu e ela finalmente sorriu.

“Perdoe-me por ter duvidado por um momento, Gong-ja.”

“Tudo bem. Somos a maior fraqueza um do outro, então temos que ser cuidadosos. Quando estava no 35º andar, encontrei um Demônio dos Sonhos que tentou te imitar.”

“Hoh? Isso chamou minha atenção. Quanto tempo levou para notar que não era eu?”

“1 segundo. Notei antes que pudesse respirar.”

Sorri brilhantemente.

“Era um estúpido Demônio do Sonho que não estava nem mesmo usando seu anel de casamento.”

“Com certeza, foi um erro fatal.”

Raviel riu suavemente.

Agarrei sua mão esquerda antes que sua risada parasse. Gentilmente, acariciei o anel de casamento em seu dedo, puxei levemente sua mão e a beijei.

“Senti sua falta.”

“Estou feliz em te ver.”

“Está tudo bem com sua família?”

“Ahh, a Senhora da Casa se foi e a empregada Dama da Seda Dourada desapareceu subitamente, o que causou uma grande perturbação na gestão da mansão. Se o Duque fosse menos capacitado, a família teria entrado em colapso.”

“Isso, não importa quem seja, casar com uma pessoa tão capaz assim, ele deve ter salvado o país três vezes em sua vida passada.”

“Ouvi dizer que foram algumas vezes.”

Dessa vez, Raviel quem iniciou o beijo.

Olhamos apaixonadamente um para o outro durante um longo tempo.

“Enfim, o que está acontecendo, Gong-ja? Enquanto eu fazia meu trabalho matinal, uma criança loira subitamente apareceu do chão e disse [Oi? Desculpa. O Rei da Morte me pediu para te levar ao 29º andar por um tempo].”

“Ah, aquela pessoa… É um Pilar.”

“Um Pilar?”

“Sim, você pode considerá-los Constelações acima das Constelações. Ela é uma das pessoas que dirige a Torre. Pedi que deixasse eu te encontrar como recompensa por finalizar o 35º andar e ela concordou. Mm, mas não te trouxe aqui imprudentemente.

“Ahh.”

Raviel acariciou minha bochecha.

Para referência, ainda estávamos na interseção, os carros e pedestres continuavam passando.

“Meu deus, as crianças hoje em dia…”

“Sério, o nível de educação…”

As pessoas caminhando paravam uma por uma para olhá-los enquanto cochichavam. Bem, uma mulher linda como Raviel mostrando abertamente afeição durante o dia, qualquer pessoa em sã consciência ficaria distraída.

Claro, não prestamos atenção neles. Era a primeira vez que eu via Raviel depois de tantos meses, então por que teria algum espaço em minha mente para outras pessoas? Meu cérebro estava ocupado estocando imagens do rosto dela.

A [Cidade Ascendente – História Secundária] era um mundo criado por minha causa, então eles poderiam tolerar esse tipo de comportamento.

“Você pediu por uma recompensa tão fofa. Sentiu tanto assim minha falta?”

“Umm. Na verdade, tenho algo para te dizer, Raviel…”

“Papai?”

Naquele momento, o mundo pareceu congelar por um instante.

“Você é o papai, certo? Não importa o que pareça, você definitivamente é o papai.”

Raviel lentamente o olhou.

Ali estava Uburka, me encarando de braços cruzados.

Raviel inclinou a cabeça.

“[Papai]?”

Meu coração afundou.

“Uh. Não. Espera um minuto. Raviel, o que aconteceu foi…”

“Meu deus!”

Ubruka franziu o cenho.

“Que decepção! Você estava sorrindo tão feliz com sua colega não muito tempo atrás e agora está tentando bater os lábios e fazer amor com outra pessoa. Minha esperança pelo papai está passando a cada dia!”

As sobrancelhas de Raviel moveram 11 graus para baixo.

“Uma colega? É assim mesmo?”

Raviel virou para mim.

“Gong-ja, esse cara continua dizendo coisas interessantes. A não ser que minha habilidade linguística esteja ruim, é difícil não deixar que meus pensamentos e dúvidas vão para uma certa direção.”

“Não. Não. Não! Raviel! Não é assim.”

“Você é sem-vergonha, Papai. Você me disse na minha frente [Eu tenho uma relação especial com a Mestre Dragão Negro]. Que falta de vergonha é essa em vir se encontrar com outra? Não consigo entender!”

“…”

Hoh.

Os lábios de Raviel estavam esticados em fina linha.

“Se é a Mestre Dragão Negro, deve ser a pessoa que veio à primeira reunião.”

Raviel esticou o braço e agarrou meu pescoço.

A força de seu aperto não era muita, mas mesmo se o Rei Demônio me segurasse assim, eu não ficaria com tanto medo.

“Claro, acredito em nosso amor. Não duvidaria mesmo que a palavra ‘caso’ se intrometesse em nossa vida. Mas ainda quero uma explicação. Não sei o porquê. Gong-ja, vou te dar exatamente 60 segundos, então fale por sua vida e minha paz.”

Isso era tão injusto!

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