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Super Detective in the Fictional World – Capítulo 73

Albergue Pontas Douradas

Selina falou com um sorriso: — Bem, realmente parece que estamos numa caminhada de férias.

Luke simplesmente assentiu, não se importando que ela mencionara a palavra tabu de novo.

Eles estavam completamente sozinhos. De frente com uma planície ampla, árvores farfalhantes, e um sol vermelho-sangue, eles aproveitaram a vista magnífica.

Meia hora depois, Selina exclamou atordoada: — Huh? Aquela é uma casa?

Luke também viu. Ele sorriu: — Ótimo. Agora pelo menos podemos conseguir alguma ajuda.

 Dez minutos depois, chegaram na casa.

Era uma construção de um andar levemente grande, com uma placa que dizia “Albergue” na frente.

Era um albergue, mas não tinha um nome.

Eles entraram, e também não viram ninguém.

Luke chamou: — Olá?

Após um breve silêncio, alguém emergiu do corredor.

Era um homem de meia-idade de aparência comum usando roupas comuns, que parecia bem desleixada.

Selina franziu a testa.

Ela não era tendenciosa com trabalhadores. Tendo crescida na zona rural do Texas, não podia se importar menos com isto.

Porém, esta pessoa em particular tinha uma barba bagunçada, e sua camisa e calça imunda claramente não foi lavada por dias.

Eles podiam sentir o fedor a vários metros de distância.

Você está gerenciando um albergue com este tipo de aparência? Selina reclamou secretamente.

Luke, no entanto, fingiu não ver. Ele simplesmente perguntou com um sorriso: — Podemos usar seu telefone? Nosso carro quebrou. Temos que chamar um reboque.

O homem respondeu: — Não há telefones aqui.

Luke pediu: — Okay. Você tem um carro? Pode nos dar uma carona?

O homem respondeu: — Minha esposa foi fazer compras em Wolfkyle de carro, então está indisponível. Você vai fazer check-in ou não?

Luke e Selina se entreolharam e sabia o que ele estava querendo dizer: “Nada estará disponível aqui a menos que paguem por um quarto.”

O chefe de um albergue neste tipo de lugar desolado certamente não deixaria nenhum pensionista em potencial.

Seria tarde da noite mesmo que Luke e Selina chegassem em Wolfkyle a pé, e também teriam que encontrar hotel. Assim, também poderiam ficar aqui.

Um momento depois, após pagar por dois quartos de solteiro, Luke finalmente perguntou: — Agora, você tem algum telefone ou carro “reserva”?

Eles pagaram noventa dólares pelos quartos. Era hora do chefe lhes dizer a verdade.

Contudo, o chefe apenas lhes disse que sua esposa retornaria de Wolfkyle na manhã seguinte e ela podia levá-los à Wolfkyle então.

Luke e Selina ficaram sem palavras.

Eles caminharam pelo albergue, só para descobrir que não havia carros ou telefones.

O albergue era no meio do nada, e teriam localizado fiação telefônica ou carros se houvesse.

Selina disse: — Entendemos ele errado? Ele não estava implicando deliberadamente que devíamos ficar?

Luke respondeu: — Bem, acho que o chefe fez mais que apenas implicar.

O chefe poderia ter os produtos e suprimentos entregues regularmente, mas transeuntes não.

Lembrando de como seu carro e o trailer tiveram os pneus furados, Luke soube o que aconteceu.

Desde que o albergue estava próximo à estrada, certamente tinha que se aproveitar dos carros que passavam.

Mas o que era tudo isso? O albergue poderia estar conspirando junto ao serviço de reboque em Wolfkyle?

Luke amaldiçoou secretamente quando percebeu que o albergue foi estabelecido aqui precisamente para roubar viajantes.

O custo da comida e mesa, além do reboque — era realmente uma maneira brilhante de ganhar dinheiro.

Nenhum carro poderia chegar à Wolfkyle sem pagar centenas de dólares.

Luke estava determinado a ligar para a polícia de Wolfkyle para pegar estes fraudadores.

Eventualmente, não pediram nenhuma comida no albergue. Considerando a higiene pessoal do chefe, temiam que a comida pudesse conter piolhos.

Eles só podiam comprar comida pré-embalada no caixa, como sanduíches e latas.

Também eram escandalosamente caro e custava o dobro que em um supermercado.

Luke e Selina pagaram cinquenta dólares pela comida. Até comer num restaurante na cidade não custaria tanto.

Como de costume, os dois vagaram pela área antes de ficar completamente escuro.

Era muito importante se familiarizar com o ambiente em qualquer lugar.

Porém, desde que não tinham um carro, não foram muito longe.

Quando retornaram ao albergue, viram quatro rostos familiares.

Um casal de meia-idade, um garoto e uma garota — era a família cujo trailer havia furado os pneus.

O casal de meia-idade cumprimentou Luke e Selina.

Afinal, os dois eram bem atraentes. Um deles era gentil e a outra linda. A maioria das pessoas seria cordiais com eles.

Luke e Selina não retornaram aos seus quartos, nenhum tinha TV. Este albergue era isolado do resto do mundo.

Enquanto conversava, Luke aprendeu que o marido se chamava Bob Carter, e era um detetive de Cleveland.

Ele trouxe sua família ao Texas nas férias para apreciar a vista esplêndida.

A mulher de meia-idade era Asel, sua esposa. Brenda e Bobby eram a filha e o filho.

Brenda estava atualmente desempregada após se formar no ensino médio, e Bobby estava no primeiro ano.

É claro, Luke só estava chutando que Brenda estava desempregada. Afinal, se planejava ir à faculdade, devia estar ocupada enviando inscrições ao invés de estar aproveitando uma viagem.

A menos que sua família fosse um grande patrocinador de uma faculdade e tivessem planejado tudo para ela, Brenda visivelmente não ia para a faculdade.

A escola de Bobby estava num breve pausa devido a um acidente.

Luke e Selina não revelaram serem detetives, principalmente porque era desnecessário.

Eles só estavam aqui para auxiliar os detetives locais, não desvendar o caso sozinhos.

Enquanto conversavam, Brenda ficou interessada em Luke.

Havia apenas dois homens aqui além de seu pai e irmão.

Comparado ao chefe que havia enganado sua família pelo dinheiro, naturalmente gostou de Luke, que era jovem e mais bonito.

O chefe não disse nada. Ele estava aproveitando uma bebida no caixa solitário.

Às 10 da noite, Luke e Selina se despediram da família.

Luke lembrou Selina para ter cuidado. Afinal de contas, estavam no meio do nada, e tinham que se cuidar.

Selina revirou os olhos para ele, mas ainda assentiu.


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