— Mestre Bourkee, o Barão Crook enviou uma carta.
Um homem de casaco preto sobre camisa branca se curvou enquanto entregava um envelope ao homem de cabelos mistos de grisalho e preto sentado na cadeira com um olhar tranquilo.
O homem pegou o envelope e riu desdenhosamente.
— Barão Crook, ele é o velhote com aquela filha bonita?
— Sim, isso mesmo, Mestre Bourkee. — O mordomo assentiu.
Um sorriso maligno apareceu no rosto de Bourkee quando estalou a língua.
— Tsk, tsk, sua filha era realmente linda. É uma pena que a vadia tenha decidido se matar. Queria brincar um pouco mais com ela.
Então, Bourkee suspirou.
— Ah, bem, tanto faz. Não podemos fazer nada sobre isto, podemos?
— Mas por que este velhote enviou uma carta?
— Heh, ele tem outra filha? Tsk, tsk.
Bourkee então abriu o envelope e começou a ler a carta.
— Desgraçado Conde Bourkee.
— Oh, esse é um grande cumprimento. Quem deu coragem para ele escrever assim?
Bourkee achou engraçado.
Ele não ficou incomodado pelo xingamento do Barão Crook.
Bourkee então continuou lendo a carta.
— Ouvi uma informação importante e devo dizer, Bastardo Bourkee, que coragem ir atrás do filho de um Marquês…
Quanto mais Bourkee lia, mais séria sua expressão ficava.
Ele estreitou os olhos e começou a ler a carta com mais cuidado.
— Do que diabos este cara está falando? — Bourkee estreitou os olhos em confusão.
— Brincar com algo assim… Este velho não quer mais viver?
— Mestre Bourkee, também tem algo atrás da carta…
O mordomo apontou.
Bourkee então virou o papel e sua carranca aprofundou.
— Não estou brincando. Se não vier às favelas no oeste à meia-noite, enviarei essa carta ao Marquês Longe.
— De qual carta ele está falando?
Bourkee rugiu em pânico.
— Mestre Bourkee, parece ter outra carta neste envelope.
O mordomo mencionou.
Bourkee abriu rapidamente a outra carta e seus olhos arregalaram-se de surpresa.
“Para o Conde Bourkee.
A informação sobre o filho de Longe estar na Floresta da Colina de Sangue foi precisa, então não se preocupe, você será bem compensado.
Alger Bannermane.”
O rosto de Bourkee empalideceu de pavor.
Ele tirou rapidamente alguns textos e começou a comparar a caligrafia de Alger com a desta carta e logo, seu corpo começou a tremer de medo.
— D-DO que o Marquês Alger está falando…?
— Quando passei uma informação dessas?
O incidente do filho do Marquês sendo atacado na Floresta da Colina de Sangue foi um tópico muito popular alguns meses atrás. Havia várias suspeitas de que o Marquês Alger estava por trás do incidente, mas, como não havia prova, o incidente foi enterrado.
No entanto, o Marquês Longe não esqueceu do incidente.
Diziam que ele estava fervendo de raiva e que compraria qualquer informação relacionada a este incidente.
Ele estava determinado a se vingar.
Se esta carta chegasse ao Marquês Longe, então, independentemente de quanto implorasse, ele seria morto.
Só de pensar nisto, fez o Bourkee tremer de medo.
Qual é o problema daquele bastardo do Alger?! Ele xingou internamente enquanto seus olhos ficavam vermelhos de raiva.
Aquele Crook abriga muito rancor contra mim e do que sei, ele preferiria lidar comigo do que ajudar o Longe.
Não acho que ele tenha enviado a carta ainda.
Preciso lidar com ele antes que pense em algo estranho. Preciso matá-lo e a todos que vivem na sua mansão.
Somente assim a carta sumirá.
Bourkee rangeu os punhos de raiva e bateu na mesa.
Você quer me encontrar nas favelas, certo? Bom, bom.
Vou te fazer o favor de enviar para se reencontrar com a vadia da sua filha.
Bourkee então começou a pensar.
Ele era diferente dos outros Condes. Os Condes normais tinham de três a quatro cultivadores do Estágio Mestre, mas ele tinha dez e era um forte cultivador do Estágio Mestre também.
Mesmo que o bastardo do Crook tivesse preparado algumas coisas para lidar com ele, não havia como prever que ele iria às favelas com dez cultivadores do Estágio Mestre.
Não só isso, Bourkee também enviaria o resto dos servos para a mansão de Crook para matar e queimar tudo.
Segundo as regras do reino, ele não podia ter mais de trinta cultivadores como servos, mas aqueles vinte servos seriam mais que o bastante para lidar com um mero Barão.
Bourkee sorriu friamente enquanto planejava tudo. Então, olhou para o mordomo e mandou.
— Chame os cultivadores; preciso que façam algo por mim.
O mordomo franziu a testa quando notou o olhar solene de seu mestre.
Isto parecia sério.
— Como desejar, Mestre Bourkee.
O mordomo então se curvou e saiu da sala.
Após o mordomo sair, Bourkee agachou, moveu um pouco a mesa, pegou um ladrilho, usou um pouco de força, abriu e colocou a carta dentro.
Era uma regra implícita não manter cartas valiosas como estas em anéis de armazenamento porque os anéis eram as primeiras coisas a serem confiscadas quando algo de errado acontecesse.
Portanto, vários nobres tinham locais secretos como este onde mantinham documentos importantes.
Bourkee então colocou a mesa no lugar e saiu da sala.
Ele precisava falar com todos os cultivadores, afinal de contas.
No entanto, o que não sabia era que mais alguém estava na sala além dele e do mordomo.
Após Bourkee sair da sala, Nux sorriu.
Ele então pegou as cartas escondidas de Bourkee e riu.
— Isto vai ser divertido…
Então, seguiu atrás de Bourkee.
Ele precisava saber de todos os seus planos.